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PT lidera votos para deputado federal em seções prisionais na maioria dos Estados

PT lidera votos para deputado federal em seções prisionais na maioria dos Estados

Brasil Estado | 12/10/2026 às 08:15 | há 2 dias | 3 min de leitura

O PT foi o partido que recebeu mais votos para deputado federal nas seções prisionais na maioria dos grandes colégios eleitorais do Brasil em 2026. Os dados constam de um levantamento do jornal Gazeta do Povo nas eleições deste ano. Os dados das prisões, porém, não representa exclusivamente o voto dos presos.

As urnas das prisões também registram votos de agentes penitenciários, policiais penais, servidores e mesários, sem identificar a condição de cada eleitor.

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Em São Paulo, o ex-presidente do PT Rui Falcão liderou a votação individual, com 144 votos, ou 6,7% do total dessas seções. Ele ficou na suplência. Já os deputados Tábata Amaral (PSB) e Lucas Pavanato (PL), também entre os mais votados, se elegeram.

Resultados nos Estados

Na Bahia, Jayminho Vieira Lima (MDB), primo de Geddel Vieira Lima, liderou nas unidades prisionais. Superou o voto de legenda do PT por dois votos, mas ficou na suplência. Capitão Alden (PL) e Jorge Solla (PT), também entre os mais votados, se elegeram.

Em Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL) e Igor Santos (PL) receberam mais votos nesse recorte e conquistaram vagas. Menina da Bota (União) ficou entre os primeiros colocados, mas obteve a suplência.

Leia também: "Lula concentra votos em unidades prisionais no primeiro turno"

Minas Gerais e Pernambuco foram exceções à liderança do PT. Pernambuco foi o único Estado onde os três candidatos mais votados nas seções prisionais se elegeram.

No Ceará, Adelita Monteiro (PT) liderou, mas ficou na suplência. André Fernandes (PL), segundo colocado, garantiu uma vaga na Câmara. Roger Aguiar (PSB) ficou em terceiro e não se elegeu.

No Rio Grande do Sul, o PT ocupou os primeiros lugares com Alexandre Lindenmeyer, Laura Sito e Maria do Rosário. Apenas Maria do Rosário se elegeu. Os demais ficaram na suplência.

Maria do Rosário esteve entre as mais bem votadas nos presídios do RS | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No Paraná, os votos se distribuíram entre direita, centro e esquerda. Roberto Requião (PDT) liderou, mas não conquistou vaga nem suplência. Os deputados estaduais Ana Júlia (PT) e Renato Freitas (PT) receberam mais votos pelo partido nesses locais e se elegeram deputados federais.

No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, os detentos não votaram no primeiro turno. O TRE-RJ lançou o projeto “Democracia Além das Grades” em 2025, mas excluiu unidades com presos ligados a facções por segurança. O estado também não teve votação em presídios em 2022.

Regras para votar nos presídios

As urnas nos estabelecimentos penais garantem o voto de presos provisórios, sem condenação criminal transitada em julgado, e de adolescentes em internação, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O artigo 47 da Resolução nº 23.751/2026 exigia regularização eleitoral até 6 de maio e manifestação expressa de interesse em votar até 20 de agosto.

Cada seção precisava reunir ao menos 20 eleitores aptos, incluindo servidores e mesários. Detentos sem documentação regularizada ou fora dos prazos não integraram as listas.

Três Estados não registraram votação em presídios em 2026, entre eles o Rio de Janeiro. O TSE manteve as regras para presos provisórios ao suspender a aplicação da Lei Raul Jungmann neste pleito. Para o tribunal, proibir o alistamento eleitoral a menos de um ano da eleição violaria o princípio da anualidade.

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