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Protestos estudantis se espalham por mais de 40 cidades da França

Protestos estudantis se espalham por mais de 40 cidades da França

Brasil Estado | 07/10/2026 às 10:15 | há 1 semana | 2 min de leitura

Estudantes do ensino médio levaram milhares de pessoas às ruas da França nesta terça-feira, 6, em uma nova jornada de protestos contra as condições das escolas. A mobilização ocorreu em mais de 40 cidades e reuniu jovens, professores, pais e outros apoiadores.

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O Ministério do Interior contabilizou cerca de 260 mil manifestantes, enquanto as organizações estudantis estimaram até 450 mil participantes.

O movimento começou em setembro, na região de Paris, e se espalhou pelo país. Os estudantes reclamam da falta de professores, das salas superlotadas, das longas jornadas e das condições precárias de parte das instalações. Também há críticas à organização do sistema de orientação para o ensino superior.


Ontem, cerca de metade dos 3,7 mil colégios franceses enfrentou bloqueios ou interrupções. A mobilização ganhou apoio de professores, sindicatos e familiares.

Confrontos com a polícia na França

Bandeira da França | Foto: Reprodução/Pixabay/Jackmac34

A jornada também foi marcada por confrontos em algumas cidades. A polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar manifestantes. Segundo o Ministério do Interior, 488 pessoas foram detidas apenas nesta terça-feira. Desde o início da mobilização, houve a detenção de mais de 6,5 mil pessoas.

Os confrontos deixaram centenas de feridos. Dados divulgados pelo governo apontam mais de 700 policiais machucados, além de 215 estudantes e 85 profissionais da educação. Um adolescente de 15 anos perdeu uma das mãos durante um episódio envolvendo uma granada. O caso provocou críticas de organizações internacionais e abriu investigações sobre a atuação das forças de segurança.

Leia mais: "O grande teste de Israel", artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 343 da Revista Oeste

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu reconheceu que as reivindicações dos estudantes são legítimas. O governo anunciou medidas para discutir questões como substituição de professores, manutenção dos prédios e organização do tempo escolar.

A crise ocorre enquanto o governo prepara o Orçamento de 2027. A França enfrenta forte pressão fiscal e elevado endividamento público. O cenário dificulta a ampliação dos gastos com educação justamente quando estudantes cobram mais recursos para as escolas.

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