Cada vez que vejo notícias sobre a Guiana e sua prosperidade gigantesca, que vem ocorrendo nos últimos cinco anos, pergunto-me como o Brasil, com todo esse potencial e com 526 anos de “existência”, ainda se apresenta como um país com tamanho subdesenvolvimento, a ponto de, se existisse uma colocação de Quarto Mundo, lá estarmos. Claro, não vou deixar de lado todas as grandes conquistas de diversas áreas que já testemunhamos, mas elas são incipientes em relação ao que temos e podemos. Embora possam se destacar por algum momento, elas são pouco persistentes, demonstram baixa permanência e apresentam, logo a seguir, o nosso retorno para um lugar mais fundo do que aquele de onde começamos.
Se há uma coisa que desmoralizou o Brasil de forma mortal, foram as políticas ambientais, seguidas agora pelas climáticas. Juntas, estas formam o binômio indissociável ambiental-climático, que já comentamos preteritamente em outras ocasiões. O resultado dessas ações está por toda parte, com legislações altamente restritivas ao uso dos recursos naturais, do solo e da água, proibição do livre acesso constitucional aos diversos lugares públicos do Brasil, imobilização de áreas públicas e privadas, além do total controle do Estado sobre o uso, o destino e o desempenho das propriedades e de suas atividades realizadas no âmbito estritamente privado.
Este cerco final, cada vez mais esmagador, inicialmente atingindo as propriedades rurais, também vem se estendendo de forma avassaladora para as propriedades citadinas, com a aplicação cada vez mais intensa da deletéria Agenda 2030, a qual impregnou as prefeituras dos municípios do Brasil. Estas são pequenas amostras dentro de alguns nichos que, por si sós, são escalarmente gigantes, mas provam categoricamente que o país segue uma doutrina totalmente comuno-socialista, amplamente apoiada no engodo doutrinário verde, entre outras aberrações que inundam os noticiários todos os dias.
Isto não aconteceu do nada! Essa ação tem método! Foram anos e anos em que o país foi tomado por títeres que infestaram todas as instituições públicas, mas, principalmente, quando atingiram plenamente os legisladores e os juizados, sendo finalmente postos em prática por aqueles que assumem o Executivo. Os votos dados pela população servem apenas para a escolha de seus feitores. Eles criarão leis, executarão ordens e decidirão, em tribunais, as ações que irão contra tudo o que for próspero para a nação. Darão um ar de legalidade a leis altamente imorais, feitas para alcançar metas alienígenas aos objetivos do povo que os sustenta. E ainda apresentarão um ar de seriedade, dizendo que temos que cumprir o nosso papel na comunidade internacional, ou o “protagonismo climático” do chutado 1% de emissões mundiais. Essa é a desculpa esfarrapada que mostra a intersecção entre a promessa vazia da “globalização” e os interesses dos “globalistas”, termos que envolvem conceitos que alguns juram de pé junto que são distintos!
Como a esquerda destruiu a Venezuela
O câncer político-ideológico denominado como “esquerda” só pode ficar pior quando colorido com “verde”. É impressionante que, após mais de cem anos de fracasso, ainda tenhamos pessoas que acreditam nesta falácia! Exemplos não faltam, como o recente caso da Venezuela. Há menos de 15 anos, o país era uma verdadeira “Europa”, daquela que esteve no seu auge nos anos de 1990. O comunismo conseguiu levar esse país à sua derrocada completa em um tempo recorde, sem precisar da ajuda dos “verdinhos”!
Apenas os “vermelhos” conseguiram roubar toda a riqueza do país, vivendo em pleno luxo, enquanto a miséria avassalou tudo. Neste mesmo tempo, “revelaram” ao mundo as maiores reservas de petróleo do planeta, coisa que eu anunciava alguns anos antes deste “pronunciamento”. Isto faria toda a diferença na sustentação de um regime ditatorial comunista. Se eles já produziam muito, com essa notícia, a riqueza e a prosperidade da nação estariam garantidas por pelo menos mais 50 anos e muito além, se, neste percurso, fizessem as escolhas certas e com sabedoria.
Mas não! Bastou um governo podre esquerdista assumir para que se instaurassem a destruição e a miséria, sempre regadas com sangue de inocentes. As pessoas do povo não eram apenas “assassinadas”! Elas eram “ofertadas” como sacrifícios para que os corruptos se mantivessem no poder. Dizimar a dissidência teve sempre outro propósito. Os objetivos eram silenciar, exterminar e afastar.
Enquanto a Venezuela, com seus 916 mil quilômetros quadrados, envoltos, em parte de seu território, na área de floresta amazônica, usou seus recursos para sustentar corruptos de lá e de Cuba, ao mesmo tempo em que esmagavam as suas respectivas populações, o seu vizinho, a Guiana, antiga colônia inglesa (Guiana Inglesa), com apenas 214 mil km², despertou para a realidade de uma economia que tende a ser próspera e forte, se fizer as jogadas e escolhas certas, podendo despertar o jaguar adormecido das Américas.
O crescimento da Guiana
Em 26 de maio de 2026, a Guiana comemorou o 60º aniversário de independência. O país sempre foi muito pobre e acumulou uma trajetória de disputas durante o cenário da Guerra Fria. As divisões étnicas e os problemas econômicos foram entraves difíceis de vencer. Ademais, o seu primeiro-ministro, escolhido nas eleições de 1964, era de cunho socialista, o que já sinalizaria um mau começo, justamente no período de transição. A pobreza fez com que boa parte de sua população emigrasse para outros países. Hoje, a nação possui apenas 878 mil habitantes (censo 2023-2024) e ainda é um dos países menos povoados do mundo, com uma densidade muito baixa, ao redor de 4,0 habitantes por km².
O governo atual de Irfaan Ali foi reeleito em 2025. Seu alinhamento joga dentro do espectro político mais de “direita”, com fortes ligações com os EUA. A base de governo apoia-se na prosperidade econômica do país, com base no petróleo equatorial offshore, que foi “descoberto” em 2015 e prospectado a partir de 2019. Isto causou um crescimento expressivo do PIB real anual. Em 2020, +43,5%; em 2021, +20,1%; em 2022, +63,3%; em 2023, +33,8%; e, em 2024, +43,8%, marcando-se como um dos maiores do planeta. O ano de 2025 foi estimado entre +10% e +19%, e espera-se que, em 2026, alcance entre +16% e +23%, segundo os dados do FMI, de 2025.
Monetariamente, os valores são assustadores: saindo de 2019, com aproximadamente US$ 5,2 bilhões, em 2022 já alcançava cerca de US$ 14,7 bilhões. Em 2023, esteve entre US$ 16,9 e US$ 17,2 bilhões e, em 2024, entre US$ 24,7 bilhões e US$ 25 bilhões, ou seja, o PIB mais que quintuplicou em poucos anos. O PIB per capita também subiu, partindo de US$ 6 mil para cerca de US$ 25 mil a US$ 30 mil em 2024, o que fez da Guiana o país com a maior renda per capita da América do Sul atualmente.
O petróleo tornou-se o principal motor econômico de geração de prosperidade. Explorada pela ExxonMobil, a produção oscila entre 600 mil e 900 mil barris por dia e deverá permanecer crescendo. O ponto mestre vem agora, quando o governo da Guiana investe boa parte desse dinheiro obtido para financiar outros setores, como infraestrutura, construção civil e agricultura, diferenciando-se do que faziam os esquerdistas e corruptos da Venezuela.
Esta é a forma racional, inteligente e estratégica de se usar recursos de uma base sólida e veloz, como é o petróleo, para estruturar não somente outras bases importantes, porém mais lentas, como o agronegócio, mas também preparar serviços secundários e geração de energia estável, robusta e permanente, permitindo plantas industriais de todos os teores tecnológicos. Claro que também não podemos descartar que tal desenvolvimento se alavanca porque o próprio país sai de uma estagnação severa, por isso as decisões estratégicas devem acompanhar o tempo de benesse, de forma que, mesmo quando o desenvolvimento diminuir, ele ainda gere bons frutos. É a história de não se ter apenas uma galinha de ovos de ouro, mas uma granja!
Deve-se aproveitar esse valioso recurso para impulsionar a sociedade e outros setores estratégicos, de forma que haja um avanço sistemático e cadenciado do progresso, em vez de queimar os recursos conseguidos com doutrinas ambientais fracassadas, por exemplo, com a imposição da tal “transição energética”, que só aponta para a ruína. Este é verdadeiramente o caso de não apenas esconder no chão o talento dado pelo mestre, mas também de perdê-lo quando ele vier cobrá-lo.
Atualmente, essa é a maior disputa dentro do seio político da Guiana: como usar os recursos financeiros obtidos, pois a “montanha de dinheiro” na frente de poucas pessoas faz a cabeça girar. É neste ponto que a maturidade dos membros políticos e governamentais fará a total diferença entre a vitória e a derrocada do país. Assim, compreendemos um pouco mais que um dos problemas de peso que afligem o Brasil é a sua degeneração desenfreada, calcada em corrupção.
Pela volta do nacionalismo
Antes de encerrar, aviso que sempre teremos alguns desavisados que irão interpretar minha avaliação achando que estou a defender os magnatas do petróleo e, de reboque, todas as mazelas que eles provocaram no decorrer do século através de suas manipulações. Esta certamente é uma análise bastante rasa, até mesmo pueril, mesmo porque não há nada que seja fabricado no mundo hoje que não pertença aos grandes conglomerados financeiros globais e seus círculos de influência nas instituições e governos, incluindo o ilícito. O que alerto é que, dentro desse jogo, uma base de mudança criativa para melhor deve se iniciar dentro de alicerces sólidos de enriquecimento, prosperidade e melhorias gerais para o país ou sociedade que se dispôs a evoluir financeira, técnica e socialmente, o que é bem diferente do “desenvolvimento sustentável” que prega estagnação disfarçada de prosperidade.
Essa visão do conjunto vai mais além, e veremos isto na próxima parte, pois não basta só termos as condições ideais do espaço geográfico, com suas riquezas e exuberâncias disponíveis, ou seja, o mundo físico, se não tivermos o pensamento geográfico, estratégico e lógico afinado com essa realidade. Esta dissonância é tão destrutiva que nem a poderosa Alemanha resistiu à armadilha e agora tenta uma retomada de consciência da realidade, tema que abordaremos também a seguir. Neste ponto, veremos a diferença brutal entre a atual Guiana e o já velho e rançoso Brasil. Certamente, deixaremos claro esse disparate e como isto pode ser uma ameaça de curtíssimo prazo para a veloz e emergente Guiana, o jaguar americano, se eles não se blindarem enquanto há tempo.
Antes de encerrar, temos que lembrar o nosso papel diante dessa situação de derrocada nacional, praticada pelas forças destrutivas que operam no país, seja pela ação de políticos desalinhados com os interesses da nação e de corruptos em todos os graus da moralidade, seja por instituições e agências governamentais que preferem atender a causas doutrinárias, corrompendo-se até a raiz. Cabe ao povo de Deus, especificamente, orar para destruir as forças infernais, porque esta batalha precisa, antes de qualquer coisa, ser vencida no plano espiritual. Lembremo-nos do 2º Livro de Crônicas, capítulo 7, versículo 14 (2 Crônicas 7:14), que expressa claramente que o perdão do pecado do povo e a cura da sua terra estão prometidos para aqueles que são o povo de Deus e que se humilharem e O buscarem em oração e fé.
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