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Programa de renegociação de dívidas do governo termina na próxima segunda-feira

Programa de renegociação de dívidas do governo termina na próxima segunda-feira

Brasil Estado | 29/08/2026 às 13:45 | há 1 mês | 3 min de leitura

O Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal para renegociação de dívidas bancárias, termina na próxima segunda-feira, 31. A iniciativa permite que pessoas físicas com débitos em atraso obtenham descontos e condições diferenciadas para regularizar a situação financeira.

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O programa atende consumidores com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, que contraíram dívidas até 31 de janeiro de 2026 e registram atrasos entre 91 dias e dois anos. O governo prorrogou o prazo, que terminaria em 2 de agosto, até o fim deste mês, sem prever uma nova extensão.

Até o início da última semana de agosto, a modalidade voltada às famílias renegociou cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,33 bilhões e, após os acordos, caíram para aproximadamente R$ 5,27 bilhões.

Quem pode participar do Novo Desenrola

A modalidade Desenrola Famílias é destinada a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além do critério de renda, a dívida precisa atender às regras do programa:

  • Contratada até 31 de janeiro de 2026;
  • Com atraso entre 91 dias e dois anos;
  • Registrada em instituição financeira participante.

A própria instituição financeira verifica se o consumidor e a dívida atendem aos critérios, utilizando informações disponíveis em seus sistemas e no Sistema de Informações de Crédito do Banco Central.

https://www.youtube.com/watch?v=3m2hMixl-_8

O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas, como:

  • Cartão de crédito rotativo ou parcelado;
  • Cheque especial;
  • Crédito pessoal sem consignação em folha;
  • Empréstimos pessoais para consolidar outras dívidas.

A inclusão do débito depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação.

Descontos e condições

O percentual de desconto varia conforme o tipo de crédito e o período de atraso. Para dívidas do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial, os abatimentos podem chegar a 90%. Os descontos seguem a seguinte escala:

  • 91 a 120 dias: 40% (cartão/cheque especial) e 30% (crédito direto ao consumidor);
  • 121 a 150 dias: 45% e 35%;
  • 151 a 180 dias: 50% e 40%;
  • 181 a 240 dias: 55% e 45%;
  • 241 a 300 dias: 70% e 60%;
  • 301 a 360 dias: 85% e 75%;
  • 1 a 2 anos: 90% e 80%.

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Quando a renegociação é feita por meio de uma nova operação de crédito, o programa estabelece condições específicas: juros máximos de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses, parcela mínima de R$ 50, limite de até R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira e primeira parcela em até 35 dias.

Como renegociar e usar o FGTS

Não existe uma plataforma única do governo para formalizar a renegociação. O consumidor deve procurar diretamente a instituição financeira onde a dívida está registrada, por meio dos canais disponibilizados por cada banco: aplicativo, internet banking, site, telefone, WhatsApp ou agência física.

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Entre as instituições que participam da iniciativa estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Nubank.

Uma das possibilidades previstas no programa é usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar a dívida renegociada. Podem ser usados recursos de contas ativas e inativas, com prioridade para as contas inativas. O trabalhador pode utilizar o valor que for maior entre: até R$ 1 mil ou até 20% do saldo disponível no FGTS.

https://www.youtube.com/watch?v=RI8zfpBIfB4

A participação das instituições financeiras no programa é voluntária. Mesmo quem atende aos critérios de renda e tem uma dívida que se enquadra nas regras só poderá renegociá-la pelo programa se o banco responsável tiver aderido à iniciativa.

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