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Procuradoria Eleitoral de SP recomenda proibir uso da imagem de Bolsonaro em campanha de deputado do PL

Procuradoria Eleitoral de SP recomenda proibir uso da imagem de Bolsonaro em campanha de deputado do PL

Brasil Estado | 01/09/2026 às 10:15 | há 1 mês | 2 min de leitura

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) recomendou à Justiça Eleitoral que proíba o candidato a deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) de usar a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em materiais de campanha. O parecer ainda depende de decisão do juiz relator, Ronnie Herbert Barros Soares.

A manifestação ocorreu em uma representação apresentada pela candidata Duda Hidalgo (PT), vereadora de Ribeirão Preto. Ela indagou a instalação de bandeiras de campanha em diferentes pontos do município com imagens de Bove, Bolsonaro, do governador Tarcísio de Freitas e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A petista alegou que o uso da imagem do ex-presidente seria irregular e também contestou a forma de instalação das peças. A PRE-SP acolheu apenas o primeiro argumento.

No parecer, o procurador Uendel Domingues Ugatti citou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e proibiu a divulgação de manifestações político-eleitorais por terceiros, independentemente do meio utilizado.

Outros argumentos contra o uso da imagem de Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Rafael Dalbosco/Thenews2/Zumapress

Segundo Ugatti, a presença destacada de Bolsonaro na propaganda de um candidato do próprio partido configura manifestação eleitoral por interposta pessoa e viola a determinação de Moraes. O procurador também citou a suspensão dos direitos políticos do ex-presidente em razão de condenação criminal definitiva.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia defendido, em parecer de 12 de agosto, a manutenção das restrições impostas a Bolsonaro.

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A PRE-SP, contudo, não identificou irregularidade na instalação das bandeiras. A legislação eleitoral permite a colocação de peças móveis em vias públicas, das 6 horas às 22 horas, desde que elas não prejudiquem o trânsito.

Em nota, Bove classificou o caso como “mais uma demonstração de como a esquerda é antidemocrática e sabe da força do bolsonarismo”. O deputado afirmou que aguardará e cumprirá a decisão da Justiça Eleitoral.

O parecer não tem caráter decisório. Caberá ao juiz relator julgar a representação

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