O presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, Coronel Meira (PL-PE), acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de promover “aparelhamento” da Polícia Federal (PF). A manifestação ocorreu depois de Dino determinar a reintegração de Andrei Rodrigues e Leandro Almada à cúpula da corporação.
“Não nos calaremos diante do aparelhamento”, escreveu Meira, nas redes sociais, nesta quarta-feira, 9. O deputado afirmou que a decisão de Dino reforça, na avaliação dele, uma atuação politicamente alinhada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Flávio Dino, mesmo agora ocupando uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, nunca jogou a favor da neutralidade”, afirmou o deputado. “Ele joga a favor de Lula, a favor do comunismo e a favor de uma agenda ideológica.”
Meira também relacionou a atuação de Dino ao período em que o ministro comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública, entre 2023 e o começo de 2024. “Em 2023, quando ainda era ministro da Justiça, Flávio Dino deixou claro ao presidente Lula que a Polícia Federal estava alinhada aos seus interesses e à sua causa”, escreveu o parlamentar.
+ Entenda o que é Política no guia de Oeste
O presidente da Comissão de Segurança Pública também criticou o uso de decisões monocráticas por integrantes do Supremo. “É impossível respeitar ministros que usam o topo do Judiciário para tomar decisões monocráticas por interesse próprio”, afirmou. Segundo Meira, “camuflar ideologia com a toga é um atentado contra a verdadeira Justiça”.
Dino determina reintegração da cúpula da PF
O ministro determinou nesta quarta-feira a reintegração de Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Almada à Diretoria de Inteligência Policial.
Os dois foram afastados na terça-feira por decisão do ministro André Mendonça. A Segunda Turma do STF formou maioria de três votos pela manutenção da medida, com os votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. Mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Ao determinar a reintegração, Dino questionou a legitimidade do Partido Novo para requerer as medidas cautelares e sustentou que o afastamento dos delegados poderia prejudicar investigações da PF relacionadas a processos sob sua relatoria.
Dino também determinou que sua decisão seja submetida ao plenário do Supremo.
O post Presidente de comissão da Câmara acusa Dino de ‘aparelhamento’ da PF apareceu primeiro em Revista Oeste.