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Prefeitura de SP contrata bandas de rock por R$ 2,3 milhões sem licitação sob regra para 'artistas consagrados'

Prefeitura de SP contrata bandas de rock por R$ 2,3 milhões sem licitação sob regra para 'artistas consagrados'

Brasil Estado | 16/07/2026 às 16:00 | há 2 meses | 2 min de leitura

A Prefeitura de São Paulo contratou cinco bandas de rock por mais de R$ 2,3 milhões nos últimos 15 meses por meio da hipótese de inexigibilidade de licitação destinada a artistas considerados consagrados. O caso é alvo de investigação do Tribunal de Contas do Município (TCM).

Entre os grupos está a MotorRockBr, criada no fim de 2024. Em cerca de um ano e meio, a banda recebeu R$ 828 mil por 30 apresentações contratadas pela administração municipal.

MotorRockBr nunca lançou músicas próprias e cada apresentação teve cachê de R$ 30 mil | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Segundo documentos obtidos pelo Metrópoles, a MotorRockBr nunca lançou músicas próprias e reúne pouco mais de 300 seguidores nas redes sociais. Ainda assim, cada apresentação teve cachê de R$ 30 mil, valor superior ao previsto na tabela de referência da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) para bandas com cinco integrantes.

Tribunal de Contas questiona contratações

A investigação do TCM começou depois de representação apresentada pela vereadora Luana Santos (Psol). A auditoria concluiu que as justificativas usadas pela prefeitura para caracterizar duas bandas como "consagradas pela crítica ou pelo público" se baseavam apenas em material de divulgação produzido pelos próprios contratados.

O relatório também apontou ausência de comprovação da divulgação prévia de alguns eventos e da realização efetiva de apresentações que embasaram pagamentos feitos pela administração municipal.

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De acordo com documentos, outras quatro bandas ligadas ao produtor Fabrício Raveli também receberam contratos da prefeitura. A primeira opção substitui o verbo por uma ação direta (ativa), mantendo a estrutura original. A segunda assume que o produtor mencionado é o criador delas e reorganiza a frase para deixar o agente da ação claro.

Os contratos envolveram a Secretaria Municipal de Cultura e a São Paulo Turismo (SPTuris). Em um dos casos analisados, a RockFun Legends recebeu R$ 45 mil para uma apresentação realizada em um centro cultural da prefeitura.

https://www.youtube.com/watch?v=cFiQgS61QKc

O relatório do TCM também registra que Fabrício Raveli e o irmão, Rodrigo Raveli, participaram de uma reunião na Secretaria Municipal de Cultura em agosto de 2025. No dia seguinte, a pasta iniciou o processo para contratar apresentações de bandas ligadas ao produtor.

O processo segue em tramitação no Tribunal de Contas do Município e aguarda o voto do relator, conselheiro Eduardo Tuma, para análise pelo plenário.

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