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Portinho: ‘A resposta das urnas é que a população não aguenta mais corrupção’

Portinho: ‘A resposta das urnas é que a população não aguenta mais corrupção’

Brasil Estado | 07/10/2026 às 18:30 | há 1 semana | 4 min de leitura

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que o avanço da ala conservadora no Congresso representa uma resposta dos eleitores à corrupção e ao desgaste do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. 

“Acho que a resposta das urnas, elegendo a bancada que foi eleita, é que a população, de novo, não aguenta mais corrupção”, analisou. “A população, de novo, não aguenta mais roubalheira. E ela renovou as cadeiras do Senado e da Câmara exatamente por isso.”

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Na avaliação de Portinho, o resultado eleitoral também expressa insatisfação com a condução do país nas áreas econômica e de segurança pública. O senador relacionou esse cenário à adesão de antigos adversários de Flávio à candidatura do PL no segundo turno, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD)..

“É natural”, disse. “Ninguém pode estar satisfeito com a situação do país. A gente está falando da economia do país, da segurança do país. Essa fórmula Lula não deu certo. Ele chegou ao final do governo sem apresentar resultado ou até propostas nesses campos. Então, vai insistir no erro? Não é possível. E o país atolado em corrupção. A corrupção voltou, ninguém aguenta.”

https://www.youtube.com/watch?v=yLjWWzwVktA

‘Rede de mentiras’

Ao falar sobre a busca por novos votos, o líder do PL acusou os adversários de disseminarem declarações falsas atribuídas a Flávio. Para o senador, a estratégia ultrapassou o terreno das “narrativas” e passou a colocar “na boca” de Flávio afirmações que “ele nunca fez”.

“Eles estão correndo atrás (de votos) com mentiras”, ressaltou. “E está ficando feio, porque as pessoas olham e não enxergam o que eles estão falando. Eles já extrapolaram as narrativas. Já não é mais narrativa, já está evidenciado. É uma rede de mentiras. Coisas que o Flávio nunca falou, e qualquer um que pesquisar no YouTube vai ver: ‘Pô, mas o Flávio não falou isso.’ Não, não falou, mas eles estão colocando coisas na boca do Flávio que ele não disse porque falaram que iam fazer o diabo para vencer.”

Portinho disse que a “população não é tola” para cair em novas “narrativas”: “Já caiu no conto da picanha, já caiu no conto do tigrinho, não vai cair em outro conto de novo, não”.

https://www.youtube.com/watch?v=BdkwWn1KcKI

Portinho critica ‘atropelo’ na PEC da escala 6x1

O líder do PL também reagiu ao anúncio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de que pretende levar ao plenário a PEC que acaba com a escala 6x1. Portinho afirmou não ser contrário à discussão sobre a redução da jornada, mas criticou a tentativa de concluir a análise da matéria em ritmo acelerado.

“É um momento muito ruim”, avaliou. “Eu não me importo de discutir isso, não, até porque tem setores, como a indústria, em que o impacto não é tão ruim. A indústria tem uma carga horária média de 38 horas. Ela pode suportar. O que a gente quer é conversar sobre outros setores. Não dessa maneira atropelada. Não tem nem como discutir.”

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Segundo Portinho, antes da votação é necessário dimensionar os efeitos da mudança sobre diferentes atividades econômicas. O senador usou os condomínios como exemplo e contestou se a redução da jornada exigiria novas contratações e, consequentemente, aumento de custos.

“A gente quer discutir com os setores”, sinalizou. “A gente quer saber qual é o impacto no seu condomínio. Até quem mora no Minha Casa, Minha Vida, faixa 1, tem um zelador. A gente vai para o trabalho precário? A gente vai fazer o quê? Contratar mais um, onerar ainda mais o seu condomínio?”

Para Portinho, uma eventual reação negativa à tramitação acelerada deve recair sobre quem decidiu levar a proposta à votação dessa forma: “Nesse atropelo, o desgaste é deles, não é nosso, não”.

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