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Polícia de SP prende 3 em operação contra bets ilegais e golpes digitais

Polícia de SP prende 3 em operação contra bets ilegais e golpes digitais

Brasil Estado | 13/10/2026 às 11:00 | há 1 dia | 3 min de leitura

A Polícia Civil de São Paulo prendeu três pessoas na manhã desta terça-feira, 13, durante uma operação contra duas plataformas digitais suspeitas de aplicar golpes financeiros. Os serviços ofereciam jogos de cassino virtual e prometiam pagamentos por tarefas on-line.

A investigação identificou R$ 38,5 milhões em transações bancárias, e a Justiça autorizou medidas de bloqueio patrimonial de até R$ 154 milhões.

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A operação, batizada de Disque 151, tem a condução do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG). Além das prisões, a Justiça autorizou seis mandados de busca e apreensão, duas quebras de sigilo bancário e duas de sigilo telemático.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou depois de reclamações registradas no Procon-SP. Os investigadores identificaram duas plataformas suspeitas: FortuneSlots e ThinkTV. De acordo com a apuração, mais de 10 milhões de apostadores e possíveis vítimas estão relacionados aos serviços.

Bets prometiam ganhos financeiros

Plataformas de jogos virtuais em tela de celular, com cédulas de real ao fundo | Foto: Shutterstock

A FortuneSlots funcionava como um cassino virtual, com jogos de apostas e promessas de retorno financeiro. Os usuários faziam depósitos por Pix e, em alguns casos, recebiam pequenos pagamentos para estimular novas investidas.

Quando tentavam sacar quantias maiores, porém, encontravam dificuldades. Segundo a polícia, a plataforma exigia novos pagamentos para liberar os valores.

https://www.youtube.com/watch?v=YVah_j-RcZI

A ThinkTV adotava outra estratégia. O serviço prometia remuneração por tarefas simples, como assistir a vídeos, avaliar conteúdos e curtir páginas na internet. Para participar, os usuários precisavam se cadastrar e realizar um depósito inicial via Pix.

Depois, a plataforma incentivava novas transferências para liberar supostos ganhos acumulados. Conforme a investigação, os valores ficavam bloqueados, de modo a impedir que os usuários recuperassem o dinheiro depositado.

Polícia rastreou parte das movimentações

A análise financeira do Deic identificou R$ 38,5 milhões em transações bancárias. Desse montante, os investigadores conseguiram rastrear o fluxo de R$ 14,05 milhões.

Segundo a polícia, os recursos passavam por contas bancárias usadas para concentrar pagamentos, conhecidas como “contas-bolsão”. Depois, seguiam por contas intermediárias, com transferências entre instituições financeiras e pagamentos a terceiros. Os investigadores suspeitam que essa estrutura dificultava a identificação da origem e do destino do dinheiro.

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Com base nos elementos reunidos, a Justiça autorizou medidas de bloqueio patrimonial contra seis pessoas físicas e cinco pessoas jurídicas. O valor máximo estimado dos bens e recursos que podem ser atingidos chega a R$ 154 milhões.

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