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Polícia Civil do DF informa ao STF que Bolsonaro não cometeu crime por manter arma registrada em casa

Polícia Civil do DF informa ao STF que Bolsonaro não cometeu crime por manter arma registrada em casa

Brasil Estado | 01/07/2026 às 12:00 | há 3 meses | 3 min de leitura

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que não identificou crime por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso envolvendo a pistola Glock apreendida com o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho em 15 de junho.

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Em relatório final enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado Thiago Boeing Schemes da Silva afirmou que Bolsonaro possuía registro válido da arma e que não havia restrições conhecidas para mantê-la em sua residência.

A investigação foi instaurada para apurar as circunstâncias da apreensão da arma de fogo registrada em nome do ex-presidente durante uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal. O armamento estava em poder do sargento, integrante da equipe de segurança de Bolsonaro.

No decorrer das investigações, Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil depois de autorização do Supremo. Segundo o relatório, ele afirmou que possuía registro regular de armas de fogo por ser capitão do Exército.

https://www.youtube.com/watch?v=Z1nT3SEtIF0

O ex-presidente relatou que, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão realizado anteriormente pela Polícia Federal (PF), solicitou que uma arma permanecesse em sua residência para proteção das mulheres da família.

Conforme informado no documento, Bolsonaro declarou que, durante a operação, “solicitou ao delegado responsável que deixasse uma arma em sua posse, pois residia com mulheres e necessitava da arma para a defesa da residência”. Ele acrescentou que o delegado teria conversado por telefone e devolvido o armamento, informando que ele poderia permanecer com a pistola.

O ex-presidente também afirmou que a arma permaneceu em sua casa até apresentar uma pane mecânica, quando chamou o sargento Estácio Leite para verificar o defeito. Segundo sua versão, o militar deixou a residência levando a arma sem autorização.

https://www.youtube.com/watch?v=XV-R-99WLF4

Ainda conforme o relatório, Bolsonaro afirmou que “Estácio teria saído com a arma da residência sem a sua autorização, acreditando que ele não o tenha feito de má-fé”. “Que somente tomou conhecimento disso quando foi avisado da apreensão da arma de fogo.”

Certificado da arma de fogo

Durante a investigação, a defesa do ex-presidente apresentou o Certificado de Registro da arma. A Polícia Civil consultou o Exército Brasileiro, que confirmou a validade do documento.

Ao analisar o conjunto das provas, o delegado Thiago Boeing concluiu que não havia elementos para responsabilizar criminalmente Bolsonaro. O relatório ressaltou:

“Analisando os elementos probatórios produzidos nos autos, constata-se que Jair Messias Bolsonaro possuía o registro válido da arma de fogo, não havendo restrições conhecidas para que tivesse a arma regularmente registrada em sua residência.”

Na sequência, o delegado destaca que a própria atuação anterior das autoridades reforçaria essa conclusão.

“É fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e a arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro”, analisou Thiago Boeing. “Portanto, não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.”

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Apesar de afastar eventual responsabilidade criminal de Bolsonaro, a Polícia Civil entendeu que o sargento Estácio Leite praticou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ao transportar arma registrada em nome de terceiro, sem autorização do proprietário e em desacordo com as exigências do Estatuto do Desarmamento. Por esse motivo, o militar foi formalmente indiciado e o relatório foi encaminhado ao STF para ciência da conclusão das investigações.

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