quinta-feira, 15 de outubro de 2026 Transmissão 24h
INÍCIO
PF revela uso de apelidos para pagamento de propinas em fraude no INSS

PF revela uso de apelidos para pagamento de propinas em fraude no INSS

Brasil Estado | 15/07/2026 às 11:45 | há 2 meses | 2 min de leitura

A Polícia Federal detalha, em um relatório de 839 páginas sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que investigados do suposto esquema usavam apelidos para registrar o pagamento de propinas mensais a agentes públicos e políticos. A informação é do canal CNN Brasil.

Os codinomes aparecem em uma planilha atribuída ao operador financeiro Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado pela PF como um dos principais responsáveis pela movimentação dos recursos desviados de aposentados e pensionistas. Segundo a investigação, ele e a mulher controlavam empresas que receberam mais de R$ 312 milhões e eram usadas para distribuir vantagens indevidas.

+ PF acusa ex-presidente do INSS de receber até R$ 250 mil mensais em propina

De acordo com a PF, os beneficiários eram identificados como "Heróis", "Notáveis" e "Amigos", considerados peças essenciais para garantir a continuidade do esquema. Entre os codinomes apontados estão:

  • "Herói V", atribuído ao ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho;
  • "Herói A", ao ex-diretor de Benefícios André Paulo Felix Fidelis;
  • "Herói E", ao deputado federal Euclydes Marcos Pettersen Neto (Republicanos-MG);
  • "O Italiano", ao ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto;
  • "O Ministro", "São Paulo" e "Abou Yasser", ao ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira; e
  • "O servidor do INSS", ao servidor Rogério Soares de Souza.

O relatório detalha os valores que cada investigado teria recebido. Segundo a PF, Euclydes Pettersen foi o mais beneficiado, com pelo menos R$ 14,7 milhões em repasses.

Operação sobre esquemas no INSS entra em nova fase

Agentes da Polícia Federal (PF) | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho teria recebido R$ 6,5 milhões, André Fidelis R$ 3,4 milhões e Alessandro Stefanutto cerca de R$ 900 mil, além de pagamentos mensais que chegavam a R$ 250 mil. Rogério Soares também é apontado como destinatário recorrente de propinas ocultadas por meio de contas de terceiros.

Este é o primeiro relatório com indiciamentos da Operação Sem Desconto. A PF afirma que novas etapas da investigação devem resultar em outros indiciamentos nas próximas semanas.

As defesas de Stefanutto e de Euclydes negam irregularidades e afirmam que apresentarão seus argumentos no processo. Os representantes de Virgílio, André Fidelis, José Carlos Oliveira e Rogério Soares ainda não haviam se manifestado.

+ Saiba mais sobre Política em Oeste

O post PF detalha apelidos usados para distribuir propinas em fraude no INSS apareceu primeiro em Revista Oeste.

Compartilhar: WhatsApp Twitter

Leia também