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PF monitorou Mendonça e analisou relação com AGU por mais de 1 mês

PF monitorou Mendonça e analisou relação com AGU por mais de 1 mês

Brasil Estado | 08/09/2026 às 11:45 | há 1 mês | 2 min de leitura

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a inteligência da Polícia Federal (PF) o submeteu a monitoramento sistemático por mais de 30 dias.

A declaração consta da decisão em que o magistrado determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

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Segundo Mendonça, a PF produziu ao menos seis relatórios de inteligência entre 3 e 31 de agosto. O ministro cita o Ofício 40/2026/GAB/PF, assinado pelo diretor-geral da corporação, como base para a informação. Na avaliação dele, o conjunto configura um “monitoramento ilícito” de um integrante da Suprema Corte.

O caso ganhou novo peso porque, segundo Mendonça, Alexandre de Moraes já tinha “notícias da existência” dos relatórios antes de utilizá-los. O magistrado afirma que o material chegou à PF em 1º de setembro, depois de encaminhamento de Andrei Rodrigues. Posteriormente, Moraes levantou o sigilo dos documentos no Inquérito das Fake News.

Decisão de Mendonça cita advogado-geral da União

O atual ministro-chefe da AGU, Jorge Messias | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Os relatórios também fizeram análises sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. Nesse ponto, porém, a decisão de Mendonça não afirma que Messias tenha sido monitorado diretamente como o ministro. O documento questiona análises que atribuíram ao AGU uma suposta motivação política para não recorrer de decisões relacionadas às operações Sem Desconto e Compliance Zero.

De acordo com o material citado por Mendonça, Messias teria deixado de apresentar o recurso para preservar uma suposta “relação política com o relator”. O ministro contesta esse tipo de inferência e critica a metodologia empregada nos relatórios.

Leia mais: "A solidão do homem que diz não", artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 338 da Revista Oeste

A decisão provocou uma nova escalada na crise entre integrantes do STF e a PF. Nesta terça-feira, 8, a Segunda Turma do Supremo formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada. O julgamento, porém, foi interrompido depois de pedido de vista de Gilmar Mendes.

Mendonça também determinou a abertura de procedimentos na Corregedoria da PF para apurar a produção dos relatórios. A decisão ainda suspendeu a elaboração e a circulação de documentos de inteligência destinados a analisar atos praticados por ministros, integrantes da advocacia pública e autoridades da polícia judiciária.

https://www.youtube.com/watch?v=Mqv9i7Sa6o8

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