A Polícia Federal indiciou o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e outras 24 pessoas no âmbito da Operação Overclean. Entre os investigados estão empresários e agentes públicos. A apuração trata de suspeitas de desvio de recursos públicos relacionados a emendas parlamentares.
Além de Moura, Fábio e Alex Parentes estão entre os indiciados. Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos considerados fraudulentos.
O indiciamento encerra a etapa de investigação conduzida pela Polícia Federal. Com a conclusão do trabalho policial, o material segue para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Cabe à PGR decidir se oferece denúncia, solicita novas diligências ou pede o arquivamento do caso.
O que a Polícia Federal investiga
Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como corrupção, fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e desvio de recursos. A investigação começou na Justiça Federal, mas chegou ao STF por envolver pessoas com prerrogativa de foro. O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques.
A primeira fase da Operação Overclean ocorreu em 10 de dezembro de 2024. Na ocasião, a PF informou que servidores públicos facilitavam a contratação de empresas previamente escolhidas. Os contratos, segundo a investigação, eram superfaturados e permitiam o desvio de recursos.
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Ao todo, a polícia cumpriu 59 mandados judiciais na Bahia, em São Paulo e em Goiás. Os agentes prenderam 16 pessoas, incluindo José Marcos Moura e o vereador de Campo Formoso (BA), Francisco Manoel do Nascimento Neto, conhecido como Francisquinho Nascimento.
Na operação, a PF também identificou uma movimentação de aproximadamente R$ 1,4 bilhão em contratos, principalmente ligados ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Bahia. O vereador foi flagrado pelos investigadores jogando pela janela uma sacola com mais de R$ 220 mil em dinheiro.
Em janeiro deste ano, uma nova fase teve como alvo o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA). A ação contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.
A polícia também indiciou Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do DNOCS na Bahia. Os advogados de Moura e Lucas Maciel afirmaram que ainda não tinham recebido informação oficial sobre os indiciamentos.
As apurações envolvendo os deputados Vicentinho Júnior (PSDB-TO), Elmar Nascimento (União-BA), Félix Mendonça Jr. e Dal Barreto (União-BA) continuam em andamento. Em outra decisão, o STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
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