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PF faz buscas contra pré-candidata a vice na chapa de Eduardo Paes e seu irmão

PF faz buscas contra pré-candidata a vice na chapa de Eduardo Paes e seu irmão

Brasil Estado | 30/06/2026 às 14:45 | há 3 meses | 3 min de leitura

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira, 30, mandados de busca e apreensão contra o ex-deputado Washington Reis (MDB). A ação também mira a irmã dele, Jane Reis (MDB), pré-candidata a vice-governadora na chapa de Eduardo Paes (PSD).

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O caso faz parte da segunda etapa da Operação Anáfora. A primeira fase ocorreu em 2022, quando Washington Reis tentou ser vice na chapa de Cláudio Castro (PL), antes de desistir por problemas na Justiça.

O esquema investigado pela PF

Os investigadores da PF afirmam que os envolvidos escondiam bens em nome de terceiros. O grupo também fazia gastos incompatíveis com a renda declarada e fechava negócios suspeitos com imóveis. A polícia apura crimes de lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa.

A Justiça enviou os policiais para cumprir 14 mandados de busca e apreensão. Quatro ordens partiram do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, porque a investigação cita a época em que Washington Reis trabalhou como secretário de Estado.

Dinheiro apreendido pela Polícia Federal escondido embaixo de um sofá na empresa de um dos investigados, em Xerém, Duque de Caxias; valor totaliza R$ 450 mil em espécie | Foto: Reprodução/PF-RJ

A PF separou os alvos em duas frentes. Uma delas foca a empresa Laticínio Vale Carioca, suspeita de ocultar o dinheiro do ex-deputado. A outra frente investiga pessoas ligadas ao empresário Mario Peixoto.

Os policiais não fizeram buscas no endereço de Jane Reis. Mesmo assim, os investigadores analisam a atuação dela na WR Participações, a empresa de imóveis da família Reis.

As respostas dos citados

Washington Reis divulgou uma nota para negar qualquer ligação com o laticínio citado no inquérito. Ele declarou que as empresas que sofreram buscas não pertencem à sua família. O ex-deputado disse ainda que a WR Participações tem 18 anos de mercado e nunca usou dinheiro vivo em transações.

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O advogado Alexandre Lopes, que defende o empresário Mario Peixoto, criticou a iniciativa da PF. O defensor disse que a medida é ilegal, porque usa fatos de 2020 para justificar buscas em 2026.

Transações imobiliárias sob suspeita

O Coaf já havia apontado movimentações atípicas na empresa dos Reis no passado. Em 2022, uma reportagem da Folha de S.Paulo revelou que a firma comprou um terreno por R$ 120 mil em Duque de Caxias. A WR revendeu o mesmo espaço sete meses depois por R$ 1,3 milhão, um lucro de 983%.

O valor da compra foi muito abaixo do esperado. Dois anos antes, o próprio governo do Estado avaliou a área em quase R$ 1 milhão para uma desapropriação que acabou cancelada.

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À época da reportagem, Washington Reis justificou que o ganho expressivo veio de sua habilidade com o mercado. Ele disse que sabe negociar e reconhece boas oportunidades na região.

A família Reis comanda a política em Duque de Caxias, o segundo maior colégio eleitoral do Rio.

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