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PF apreende documento em que produtora de 'Dark Horse' relata pressão para delatar Flávio Bolsonaro

PF apreende documento em que produtora de 'Dark Horse' relata pressão para delatar Flávio Bolsonaro

Brasil Estado | 10/09/2026 às 18:00 | há 1 mês | 2 min de leitura

A Polícia Federal (PF) apreendeu, durante as buscas desta quinta-feira, 10, um documento de quatro páginas em que Karina Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, relata ter recebido pressões para delatar o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O texto é uma declaração juramentada, segundo a revista Veja, e não apresenta provas.

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Karina é responsável pelo filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela afirma que foi procurada por três pessoas que tentaram convencê-la a fechar um acordo de delação premiada para não ser prejudicada nas investigações sobre supostos desvios de verbas da produção.

O primeiro contato citado é o do empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney. Segundo o documento, ele se apresentou como alguém que “possui grande proximidade com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino” e ofereceu apoio jurídico caso Karina decidisse delatar.

https://www.youtube.com/watch?v=TYftbm-8mB8

O contato ocorreu em 20 de maio de 2026, e a conversa efetiva, em 22 de maio, às 9h07. “Não manifestei interesse em realizar colaboração premiada, pois não identificava — e continuo não identificando — qualquer razão para adotar tal medida”, diz o texto.

Procurado, Sarney negou o episódio. Disse que não conhece a empresária e que o relato “não faz sentido nenhum”.

Pastor e jornalista

O segundo relato é de um pastor evangélico, em ligação de 27 de agosto de 2026, às 11h22. Ele teria afirmado ter proximidade com integrantes do governo federal e ministros do STF. Segundo Karina, o religioso disse que, se ela fizesse a delação, “nada ocorreria comigo e eu não seria alvo de nenhuma operação policial”.

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O terceiro contato foi de um jornalista, que teria dito que Karina estaria “servindo de bucha de canhão para o candidato”. Deu a entender que, sem colaboração, ela poderia ser alvo de medidas judiciais.

“Equivalente a dizer mentiras”

No documento, Karina afirma que registrou os fatos “para preservar contemporaneamente os fatos e permitir sua posterior verificação pelas autoridades competentes”.

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“Se eu não fizesse uma delação premiada, assumindo que alguma irregularidade teria ocorrido na produção do filme, o que seria equivalente a dizer mentiras, eu poderia ser alvo de operações policiais contra a minha pessoa”, diz. Ela nega irregularidades e afirma ter receio de retaliação política.

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