O preço do petróleo caiu mais de 4% nesta segunda-feira, 21, apesar da intensificação dos confrontos entre o Houthi, grupo do Iêmen aliado ao Irã, e as forças da Arábia Saudita durante o fim de semana. As negociações entre iranianos e norte-americanos também continuam paralisadas.
O barril do Brent, referência mundial, chegou a cair 3,5%, para US$ 100,22 (R$ 520,74), por volta das 7h30 (horário de Brasília). Na abertura das negociações, às 19h de domingo 20, a cotação havia subido 0,91%, para US$ 104,82, mas passou a recuar em seguida.
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Por volta das 11h15, o Brent caiu abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde 9 de setembro. A cotação chegou a US$ 99,65 (R$ 509,21), com queda de 4,05%. Cerca de 30 minutos depois, atingiu a mínima do dia, a US$ 99,56 (R$ 508,75), recuo de 4,14%.
O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, era negociado a US$ 93,08 (R$ 478,94), com queda de 3,12%.
Confrontos aumentam tensão na região
No sábado 19, os arredores do principal aeroporto de Riad, capital da Arábia Saudita, foram atacados. Os houthis reivindicaram a ofensiva. Neste domingo, 20, novos confrontos ocorreram entre o grupo iemenita e as forças sauditas no sudoeste do Iêmen.
Também houve combates pelo controle do Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico. A hidrovia se tornou uma rota comercial importante para a Arábia Saudita escoar sua produção de petróleo depois que o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz no início da guerra contra os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
A Arábia Saudita avalia se os Estados Unidos ampliarão a assistência militar contra os houthis ou se entrarão diretamente no conflito. O país já revelou que não pretende combater o grupo sozinho.
O presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou neste mês um pedido do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman por maior apoio militar contra o Houthi. Trump também afirmou no domingo que o grupo prometeu não atacar os Estados Unidos.
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu nesta segunda-feira que atacará novos alvos e empregará novas armas caso os Estados Unidos voltem a atacar o país. Quase sete meses depois do início da guerra, Teerã e Washington continuam em um impasse.
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