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Petróleo bate US$ 104 com possível plano de ataque de Trump ao Irã

Petróleo bate US$ 104 com possível plano de ataque de Trump ao Irã

Brasil Estado | 08/10/2026 às 11:00 | há 6 dias | 3 min de leitura

Os preços internacionais do petróleo voltaram a registrar alta nesta quinta-feira, 8, desta vez impulsionados pela informação de que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria preparando um plano de ataque contra o Irã. 

Na véspera, em uma sessão volátil, o valor da commodity já havia ultrapassado a marca de US$ 100 o barril diante de ameaças entre os houthis do Iêmen e a Arábia Saudita, mas acabou fechando em leve queda.  

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A guerra entre EUA e Irã já dura praticamente oito meses e gera forte preocupação nos mercados em relação a eventuais interrupções nos fluxos no Estreito de Ormuz.

Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

Preços do petróleo

Por volta das 10h25 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para dezembro do barril de petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) disparava 4,21% e era negociado US$ 104,42.

No mesmo horário, o contrato futuro para novembro do petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 4,33%, para US$ 92,10.

Na véspera, o barril do petróleo WTI fechou em queda de 1,3%, cotado a US$ 88,28. O Brent, por sua vez, terminou com leve perda de 0,38%, a US$ 100,20 o barril. 

Leia também: "Aliança de 32 países já liberou 325 milhões de barris de petróleo para conter efeitos da guerra no Oriente Médio"

Plano de ataque dos EUA contra o Irã

O mercado reage nesta quinta-feira à informação de que os EUA estariam estudando a possibilidade de retomar as operações militares de grande porte em território iraniano nas próximas semanas, inclusive com ataques antes das eleições legislativas norte-americanas, em novembro. 

De acordo com a NBC News, Donald Trump e a equipe de segurança nacional do governo discutem uma nova ofensiva militar na região, o que gera uma onda global de preocupação quanto a possíveis interrupções na cadeia de produção de petróleo.

Leia também: "Petróleo volta a superar US$ 100 com novas tensões no Oriente Médio"

Ataques na Arábia Saudita

Na terça-feira 6, o governo da Arábia Saudita informou que dois aeroportos do país foram atacados. Horas antes, os houthis confirmaram ter disparado mísseis e drones contra o reino saudita. 

A Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo e um dos maiores produtores globais. Atualmente, aparece na segunda ou na terceira posição no ranking de produção, dependendo do trimestre (atrás dos EUA e, por vezes, da Rússia).

Os houthis são um grupo armado muçulmano xiita que controla a maior parte do Iêmen, incluindo a capital, Sana. Oficialmente chamados de Ansar Allah (Partidários de Deus), o nome do movimento homenageia seu fundador, Hussein al-Houthi.

Ainda na terça-feira, o ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou que o petróleo transportado pelo Oleoduto Leste–Oeste atingiu um volume de 5,8 milhões de barris, mesmo com a crescente tensão com os houthis. A instalação petrolífera chegou a ter parte de seu funcionamento interrompida depois dos ataques.

Já no Estreito de Ormuz, o Irã intensificou seus ataques a petroleiros, o que é interpretado pelo mercado como uma grande ameaça à recuperação das exportações de petróleo do Golfo Pérsico.

Leia também: "Escalada na guerra entre Arábia Saudita e houthis amplia tensão no Oriente Médio"

https://www.youtube.com/watch?v=_WuZKHAlWxw

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