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Parlamentares da oposição relatam ter sido barrados em sessão do STF

Parlamentares da oposição relatam ter sido barrados em sessão do STF

Brasil Estado | 15/09/2026 às 11:45 | há 4 semanas | 3 min de leitura

Parlamentares da oposição relataram que foram impedidos de entrar no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar a sessão que analisa a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes na manhã desta terça-feira, 15.

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) afirmou ter sido barrada pelos seguranças. Segundo a parlamentar, ela realizou o credenciamento assim que o sistema permitiu e recebeu, na noite passada, a informação de que o plenário estava lotado. A deputada disse ter questionado os critérios utilizados, mas afirmou que não recebeu uma explicação satisfatória.

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

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“Sou uma parlamentar que trabalha e fiscaliza, e vim aqui exercer o meu papel de forma pacífica e respeitosa. Impedir que um representante eleito da população acompanhe uma sessão tão importante é uma afronta, uma aberração que prejudica o equilíbrio entre os poderes. A gente precisa colocar cada Poder no seu devido lugar”, disse.

O senador Carlos Viana: pressão sobre Alcolumbre | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Carlos Viana (PSD-MG) também relatou ter recebido a negativa para acompanhar a sessão: "Afinal, qual é o motivo para impedirem minha presença na Suprema Corte do país?".

"Mas deixo algo muito claro: onde eu realmente gostaria de estar amanhã é no plenário do Senado Federal, com as portas abertas, todos os senadores presentes e o processo de impeachment de Alexandre de Moraes colocado imediatamente em votação", disse. "O Senado precisa assumir sua responsabilidade constitucional. O Brasil exige respostas, coragem e ação. Estou pronto para ocupar meu lugar no plenário e cumprir o mandato que milhões de mineiros me confiaram."

A sessão está marcada para as 10h desta terça-feira e analisa o relatório produzido a partir de informações obtidas pela Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O plenário também avalia os desdobramentos da apuração e se há elementos para aprofundar a investigação sobre o ministro.

Restrição a jornalistas no STF

Estátua da Justiça; ao fundo, o prédio do Supremo Tribunal Federal na Praça dos Três Poderes — Brasília (DF) | Foto: Gustavo Moreno/STF

A decisão do STF de limitar o acesso ao plenário também afetou profissionais de imprensa. A Corte informou que apenas pessoas previamente credenciadas pelo Cerimonial poderiam entrar no espaço. Jornalistas que fazem a cobertura diária do Supremo foram direcionados ao Comitê de Imprensa, enquanto outros profissionais ficaram na área externa, na marquise.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) criticou a medida e afirmou que até jornalistas com credenciamento permanente ficaram sem acesso físico ao plenário. A entidade pediu a revisão da decisão à Presidência do STF, que justificou a limitação pela capacidade do espaço.

Leia mais: "A hora de Fachin", reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 339 da Revista Oeste

Na entrevista, Adriana Ventura também cobrou uma atuação mais firme do Congresso Nacional. A deputada citou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao criticar o que chamou de “omissão” diante da crise envolvendo o STF.

“Falta ao senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, e ao presidente da Câmara honrarem a cadeira que têm”, afirmou.

https://www.youtube.com/watch?v=875k5-TKHSE

O post Parlamentares são barrados de sessão do STF: ‘Desrespeito à República’ apareceu primeiro em Revista Oeste.

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