Centenas de milhares de pessoas receberam o papa Leão XIV neste sábado, 26, nos Campos Elísios, em Paris. Ele percorreu a avenida no papamóvel antes da missa, prevista como o ponto alto de sua visita à capital da França.
Os fiéis começaram a chegar nas primeiras horas da manhã. A organização prevê a entrada de cerca de 700 mil pessoas até o início da celebração, 100 mil a mais do que a estimativa inicial. O público ocupa uma área de aproximadamente três quilômetros, da Praça da Concórdia à Avenida da Grande Armada, passando pelos Campos Elísios e pelo Arco do Triunfo.
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A missa será dedicada à Virgem Maria, padroeira principal da França. A celebração deve reunir cerca de 2,4 mil sacerdotes e diáconos, cem bispos e 1,3 mil cantores.
A visita ocorre em um período de aumento dos batismos de adultos e adolescentes na França. Na Páscoa deste ano, o país registrou cerca de 20 mil, número 20% superior ao do ano anterior. Dados de 2019 e 2020, porém, indicam que 51% dos adultos franceses não tinham afiliação religiosa.
Jovens homenageiam santos franceses
Nesta sexta-feira, 25, cerca de 80 mil jovens católicos lotaram o Stade de France para rezar com Leão XIV. Vieram de diferentes regiões e grupos sociais: moradores do campo e das cidades, estudantes e trabalhadores. Antes da chegada do papa, acompanharam testemunhos, músicas e apresentações.
Jovens vestidos como santos e beatos franceses encenaram passagens da vida de figuras como Teresa de Lisieux, Charles de Foucauld, Bernadette Soubirous e Vicente de Paulo. A apresentação terminou com fogos de artifício no teto do estádio. A multidão gritou “Leão, Leão”, e o papa respondeu com sorrisos e acenos, e se emocionou.
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Papa faz oração na catedral de Notre-Dame
Ainda na sexta-feira, Leão XIV celebrou as vésperas na catedral de Notre-Dame. Foi o primeiro papa a visitar a igreja desde sua reabertura, em dezembro de 2024, depois da restauração dos danos causados pelo incêndio de 2019. Antes da cerimônia, ele venerou uma relíquia da coroa de espinhos.
Na homilia, o papa recordou as imagens do fogo que se espalharam pelo mundo. “Passaram-se sete anos desde que o mundo inteiro, com a respiração suspensa, viu a catedral ser consumida por um incêndio terrível”, afirmou. “Essa dor não era só dos católicos, nem só dos crentes.”
Leão XIV disse que Notre-Dame é mais do que um monumento. Para ele, o esforço coletivo de reconstrução mostrou a importância da catedral para a população. “Essa catedral renasceu para que vocês também renasçam com ela, em um novo impulso de santidade e missão cotidiana”, afirmou aos religiosos franceses.
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