O empresário Pablo Marçal (PRTB) afirmou que a declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, com patrimônio de R$ 7,418 bilhões, está errada e determinou à sua equipe que faça a correção dos dados. O valor foi informado no registro de sua candidatura à Presidência da República, protocolado neste sábado, 15.
A quantia inicialmente registrada faria de Marçal, por ampla margem, o candidato mais rico na disputa presidencial de 2026. O patrimônio declarado é 43,8 vezes superior aos R$ 169,5 milhões informados por ele nas eleições de 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo.
Marçal: aplicação de R$ 6,7 bilhões
Segundo os dados registrados no sistema da Justiça Eleitoral, aproximadamente R$ 6,7 bilhões do patrimônio estão concentrados em uma aplicação de renda fixa no Itaú. Marçal também declarou participações societárias avaliadas em cerca de R$ 9,2 milhões, além de fundos de investimento e um terreno em Goiás.
Em entrevista ao jornal Estadão, o empresário disse que houve um erro no preenchimento das informações encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele afirmou que já acionou sua equipe para corrigir os números, mas não informou qual será o valor correto de seu patrimônio após a retificação.
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A declaração de Marçal nas eleições anteriores já havia passado por alteração. Em 2022, quando chegou a ser pré-candidato à Presidência, ele informou inicialmente patrimônio de R$ 16,9 milhões, mas posteriormente retificou o valor para R$ 96,2 milhões. Em 2024, declarou R$ 193,5 milhões na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
A declaração de bens é uma exigência para o registro de candidatura e tem como objetivo dar transparência à situação patrimonial dos candidatos. Os dados ficam disponíveis para consulta pública no sistema DivulgaCandContas, mantido pelo TSE.
Candidatura sob questionamentos
Marçal registrou sua candidatura pelo PRTB depois de obter uma decisão liminar da Justiça Eleitoral que autorizou sua filiação ao partido. A situação eleitoral do empresário, porém, ainda é alvo de questionamentos em razão de uma condenação que resultou em inelegibilidade por oito anos.
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