O cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência que seria realizado pela TV Globo nesta quinta-feira (1º) provocou uma série de críticas de integrantes da oposição ao presidente Lula da Silva (PT).
Nas manifestações, políticos, analistas e apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) acusaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) de interferirem nas regras do encontro e na liberdade da emissora.
Oposição apoia decisão de emissora
A Globo decidiu cancelar o debate depois de receber duas decisões judiciais que alteraram as regras do evento. Em comunicado, a emissora afirmou que as determinações provocaram “insegurança jurídica” e representaram “interferência indevida” na liberdade dos veículos de imprensa para organizar debates eleitorais.
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Antes do cancelamento, Flávio havia anunciado que não participaria do encontro em razão, segundo ele, da “censura imposta ao evento pelo TSE”. O senador Sérgio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, afirmou que Lula não teria comparecido e acusou ministros do STF e do TSE de terem alterado as regras do debate. “Lula se acovardou”.
A deputada Júlia Zanatta (PL/SC) classificou a intervenção da Justiça como um “absurdo”. O deputado Marcel van Hattem (Novo/RS) considerou correto o cancelamento e citou a “interferência indevida” apontada pela própria Globo.
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O cientista político Fernando Schuler e o ex-ministro Roberto Freire também criticaram a atuação do Judiciário.
Adrilles Jorge (União Brasil), candidato a deputado federal, afirmou que a Justiça Eleitoral teria favorecido Lula.
Já o senador Hamilton Mourão (Republicanos) acusou aliados do presidente no STF de tentar interferir no processo eleitoral.
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