Os jogos da Copa do Mundo de 2026 realizados nos Estados Unidos aconteceram sem registros de grandes ataques criminosos, resultado de uma operação de segurança do Escritório Federal de Investigação (FBI) considerada a maior da história da agência para um evento esportivo.
Segundo o diretor Kash Patel, quase 5 mil servidores participaram do esquema, que envolveu 78 partidas em 11 cidades norte-americanas e atendeu cerca de 6,5 milhões de torcedores. Ele comparou a dimensão do torneio à realização de dezenas de finais da NFL, a liga nacional de futebol americano, em pouco mais de um mês.
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"Foram 78 Super Bowls em 38 dias. Foi exatamente isso que executamos", declarou em entrevista à emissora Fox News. De acordo com o diretor, o planejamento exigiu precisão absoluta diante do volume de pessoas e da complexidade da operação.
"Temos orgulho de informar que, graças aos homens e mulheres do FBI e aos nossos parceiros, não tivemos ataques criminosos significativos durante esta Copa do Mundo", afirmou. "Tivemos 6,5 milhões de pessoas presentes nos 78 jogos realizados nos Estados Unidos."
O torneio bateu recordes de público e levou milhões de visitantes internacionais ao país. O FBI empregou mais de 4 mil agentes dos escritórios regionais, cerca de 800 servidores da sede da corporação, equipes de dois escritórios internacionais e o apoio de 59 forças-tarefa ligadas ao Departamento de Segurança Interna.
A agência também realizou aproximadamente 300 mil verificações de antecedentes de jogadores, integrantes de comissões técnicas e demais profissionais credenciados. Considerando os jogos disputados nos Estados Unidos, Canadá e México, quase 7 milhões de torcedores compareceram às partidas sem registro de incidentes graves de segurança.
Segundo Patel, uma das maiores preocupações do FBI foi o uso de drones não autorizados, considerados uma ameaça potencial para espionagem, interrupção de eventos ou até ataques com explosivos e agentes químicos.
"Se você estiver naquele espaço, nós vamos derrubar o equipamento. Foi por isso que derrubamos mais de 700 drones", disse. "Alguns eram apenas um incômodo, mas muitos configuravam crimes por violação do espaço aéreo da Administração Federal de Aviação e falta de registro. Não correríamos riscos."
Como parte da estratégia, o FBI criou sua primeira escola especializada em combate a sistemas de aeronaves não tripuladas, instalada na base de Redstone Arsenal, no Estado do Alabama. Policiais estaduais e locais receberam treinamento para detectar, rastrear e interceptar drones ilegais antes de serem enviados às cidades-sede.
Patel afirmou que o treinamento foi desenvolvido para enfrentar os cenários mais críticos. "Nós, do FBI, treinamos especificamente para o pior dos piores", disse, citando a possibilidade de drones serem utilizados para transportar explosivos ou agentes químicos. O ex-vice-diretor do FBI Dan Bongino participou da criação do programa.
Suspeita de ataque durante a Copa do Mundo
Ainda durante a Copa, investigadores identificaram uma suposta conspiração para atacar o evento UFC Freedom 250, realizado na Casa Branca. Segundo promotores federais, os suspeitos planejavam utilizar drones carregados com explosivos para provocar pânico e direcionar o público para áreas onde atiradores estariam posicionados.
Patel afirmou que o FBI iniciou uma operação envolvendo seis Estados e conseguiu neutralizar a ameaça antes do início do evento. "Começamos uma ação coordenada antes do primeiro golpe ser desferido", afirmou.
Oito pessoas foram denunciadas pela Justiça norte-americana. As acusações ainda serão analisadas judicialmente, e os réus são presumidos inocentes até eventual condenação.
Cooperação internacional com o FBI
Kash Patel também atribuiu o resultado da operação ao intercâmbio de informações com autoridades estrangeiras. Segundo ele, policiais de diversos países compartilharam dados em tempo real sobre possíveis ameaças. "Eles trabalham em seus países de origem e nos enviam informações em tempo real sobre qualquer ameaça que apareça."
O FBI instalou um Centro Internacional de Cooperação Policial no Estado da Virgínia, reunindo mais de 70 profissionais e representantes das cidades-sede americanas. Também foi criado um Centro Conjunto de Operações com policiais de 46 dos 48 países participantes da Copa.
As informações foram processadas pelo Centro de Coordenação de Inteligência do FBI, que mobilizou mais de 400 profissionais, analisou uma média de 26 ocorrências por dia e produziu quase 100 relatórios de inteligência destinados a órgãos federais, estaduais, municipais e parceiros da iniciativa privada.
Patel atribuiu parte do sucesso da operação à força-tarefa criada pelo presidente Donald Trump para coordenar a segurança da Copa do Mundo. O grupo, liderado pela equipe de Andrew Giuliani, centralizou o planejamento entre órgãos federais, estaduais e municipais.
"Como em qualquer atividade do governo, é preciso uma liderança forte para alcançar resultados", afirmou. "O presidente Trump teve a visão de criar a força-tarefa da Casa Branca, reunir os órgãos federais e trabalhar conosco em parceria com os governos estaduais e locais."
Segundo Patel, essa estrutura permitiu deslocar rapidamente especialistas em explosivos, equipes de perícia, operadores táticos, agentes da Swat e unidades de resgate de reféns para qualquer cidade que necessitasse de reforço.
"Trump estabeleceu o padrão: teríamos não apenas o maior, mas também o evento esportivo mais seguro da história do mundo, garantindo que todos tivessem uma ótima experiência", disse.
O diretor acrescentou que a parceria entre governo e iniciativa privada também contribuiu para movimentar bilhões de dólares na economia americana. "Eles queriam não apenas segurança, mas mostrar a América ao mundo. E acredito que fizemos isso de maneira brilhante", concluiu.
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