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Brasil Estado | 26/08/2026 às 00:30 | há 1 mês | 2 min de leitura

Ao assumir a presidência da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), em outubro de 2020, o coronel João Batista de Mello Araújo encontrou uma empresa endividada, sem histórico de lucro e, segundo seu relato, tomada por interesses políticos, corrupção e criminalidade. A companhia acumulava cerca de R$ 90 milhões em dívidas e não tinha dinheiro sequer para pagar a folha de novembro.

A nomeação havia sido feita pelo então presidente Jair Bolsonaro, a quem Mello Araújo demonstra lealdade e confiança. Segundo ele, Bolsonaro lhe deu “carta branca” para reorganizar a empresa. O coronel montou uma equipe técnica, afastou indicados políticos e passou a prestigiar funcionários de carreira. “Eu vou valorizar o profissional que trabalha. Se o cara produz, eu vou valorizar”.

Coronel e o combate à corrupção

Mello Araújo relata que encontrou contratos com indícios de irregularidades e superfaturamento, além de problemas como tráfico de drogas, jogo do bicho e prostituição infantil. Um dos casos envolvia o estacionamento da Ceagesp. O coronel também afirma ter recebido informações sobre um plano para assassiná-lo. “Tentaram me oferecer apartamento, tentaram me subornar. A gente foi moralizando”. Outra medida destacada foi o fim da cobrança de taxas de carregadores, trabalhadores que, segundo ele, precisavam pagar para exercer a atividade. “Era escravidão”.

https://www.youtube.com/watch?v=riJBOzp_7YE&list=PLa6ZAwmKhIloclvOaC9QihOFJjg2r0YE

Ao deixar a companhia, Melo Araújo afirma ter entregado a Ceagesp sem dívidas e com R$ 40 milhões de lucro. Para ele, o resultado foi consequência de uma gestão baseada em princípios: “Não sou melhor que ninguém, mas, se não roubar, sobra. E a gente não roubou, sobrou”.

Bolsonaro x Lula

Ao falar sobre política, o coronel classificou Bolsonaro como um dos poucos políticos honestos que conheceu e afirmou que sua relação com o ex-presidente é baseada na lealdade. 

Sobre Lula da Silva, disse que o exemplo transmitido pelo chefe do Executivo influencia o comportamento da sociedade. “Se você quer um Estado, um município, seja lá o que for, tem que ter um bom exemplo”, afirmou. Para Melo Araújo, “o mau exemplo de cima faz o crime crescer”.

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