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No governo Bolsonaro, Amazônia perdeu 690 mil árvores por dia a mais que no governo Lula

No governo Bolsonaro, Amazônia perdeu 690 mil árvores por dia a mais que no governo Lula

Brasil Estado | 25/09/2026 às 02:00 | há 2 semanas | 3 min de leitura

Como já é sabido, o desmatamento na Amazônia vem caindo desde 2023, quando começou o atual mandato do presidente Lula. A queda ocorreu após quatro anos de destruição em disparada da Floresta Amazônica, permitida e estimulada pelo (des)governo do então presidente e atual presidiário Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022.

Uma análise do InfoAmazonia feita com base nos dados do PRODES, sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que gera a taxa oficial de desmatamento, quantifica a brutal diferença. Em média, a Amazônia deixou de perder 690 mil árvores por dia no 3º mandato de Lula do que durante a má gestão de Jair Bolsonaro. Que, importante lembrar, é o exemplo a ser seguido por seu filho, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, segundo o próprio “zero-um” já disse.

Para chegar à estimativa, o InfoAmazonia calculou o número de árvores derrubadas nos governos Lula 3 e Bolsonaro a partir da área desmatada e multiplicou pela média de 565 árvores por hectare de floresta na Bacia Amazônica, metodologia desenvolvida pelo PlenaMata, com base em estudo publicado por mais de 100 cientistas. Em seguida, dividiu o total de árvores estimado pelo número de dias de cada período para chegar à média diária, detalha a Conexãoin.

Nos dois primeiros mandatos de Lula — de 2003 a 2006 e de 2007 a 2010 —, a taxa de desmate na Amazônia caiu 62%. Com Bolsonaro, subiu 54%. E, no terceiro mandato de Lula, já caiu 51% em comparação a 2022. No último ano sob Bolsonaro, o PRODES (cujo período de medição vai de 1º de agosto do ano anterior a 31 de julho do ano de referência) registrou desmate de 11,6 mil km², enquanto, em 2025, foi de 5,7 mil km². Os números deste ano deverão ser divulgados pelo INPE em novembro.

Ao retomar o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) criado em 2004 e abandonado por Bolsonaro, o atual governo Lula estabeleceu a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030. Para atingi-la, uma proposta do Plano Setorial de Agricultura e Pecuária, analisada em estudo do Imazon, estima em 703 km² a área de desmatamento legal que poderia ocorrer em 2030, considerando a redução prevista a partir da taxa de 2022.

Por isso, o resultado das eleições deste ano será crucial para determinar se essa meta será alcançada e quando. Se for mantida a média de redução do período 2023-2025 do governo Lula (1.954 km² por ano), o desmate chegaria a 703 km² por ano em 2028. Se mantiver o ritmo de redução registrado no último ano (787 km²), esse patamar será alcançado em 2032.

Mas se Flávio chegar à presidência, podemos esquecer qualquer política de combate ao desmatamento, de proteção de florestas e biomas e de demarcação de Territórios Indígenas e Quilombolas.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/09/25/amazonia-perdeu-690-mil-arvores-por-dia-a-mais-com-bolsonaro-do-que-com-lula/

Fonte: climainfo.org · Por Ian Mello

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