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Nikolas Ferreira defende cassação de Lindbergh e Soraya se comprovada armação contra Gaspar

Nikolas Ferreira defende cassação de Lindbergh e Soraya se comprovada armação contra Gaspar

Brasil Estado | 13/08/2026 às 12:00 | há 2 meses | 5 min de leitura

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quinta-feira, 13, que o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) devem perder os mandatos caso seja comprovada a suspeita de uma armação para fabricar uma acusação de estupro contra Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Ao comentar a escolha de Gaspar, Nikolas associou o episódio às informações que vieram à tona sobre uma investigação conduzida pela Polícia Legislativa a partir de um boletim de ocorrência registrado pelo próprio parlamentar alagoano. O procedimento apura o relato de um comerciante segundo o qual pessoas ligadas a Lindbergh teriam participado da preparação de uma acusação falsa contra Gaspar por estupro.

“Alfredo Gaspar, inclusive, agora está sendo citado em diversas notícias que relatam uma possível armação de uma acusação de estupro contra ele”, disse. “Se isso for comprovado, Lindbergh e Soraya Thronicke têm que ser cassados e punidos por isso. Imagine eu acusar algum político de ter cometido um estupro e não acontecer nada.”

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A declaração ocorreu depois de o caso ganhar uma nova dimensão com o avanço das apurações da Polícia Legislativa. As informações reunidas até agora foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Não há, até o momento, conclusão de que a suposta armação tenha efetivamente ocorrido nem de que Lindbergh ou Soraya tenham participado dela. O deputado petista negou a acusação e acionou a Suprema Corte para tentar suspender e anular a investigação.

Nikolas também acusou o Congresso de adotar critérios diferentes na responsabilização de parlamentares. “É inacreditável como são dois pesos e duas medidas”, disse, depois de mencionar outros episódios de confrontos entre congressistas.

O que está sob investigação

A apuração começou depois de Gaspar procurar a Polícia Legislativa e registrar um boletim de ocorrência em abril. Segundo o relato apresentado pelo deputado, o comerciante Luiz Antônio Lopes o procurou para informar que teria tomado conhecimento de uma articulação destinada a produzir uma falsa denúncia de estupro.

Lopes prestou depoimento à Polícia Legislativa no fim daquele mês. De acordo com seu relato, enquanto trabalhava em um quiosque de sua propriedade em um shopping do Rio de Janeiro, percebeu uma movimentação envolvendo pessoas que supostamente teriam ligação com Lindbergh e soube, por intermédio de um terceiro, que estaria sendo preparada uma entrevista com uma acusação falsa contra Gaspar.

+ Parlamentares saem em defesa de Alfredo Gaspar

Lindbergh Farias e Soraya Thronicke durante coletiva de imprensa em que o deputado reafirmou a acusação contra Alfredo Gaspar | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O comerciante relatou ainda que uma jovem do grupo teria lhe contado que recebia valores entre R$ 2 mil e R$ 10 mil para participar da suposta farsa. Ele também mencionou no depoimento um assessor de Lindbergh. Esses elementos integram o material enviado ao STF, mas permanecem como alegações sob investigação.

Paralelamente, a Polícia Federal recebeu um pedido para investigar Gaspar por suspeita de estupro de vulnerável. O inquérito, porém, ainda não havia sido formalmente instaurado porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou informações complementares antes de se manifestar. O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

A acusação já havia provocado um confronto público durante a CPMI do INSS, da qual Gaspar foi relator. Na ocasião, Lindbergh chamou o deputado de “estuprador”, e Gaspar respondeu chamando o petista de “bandido” e “cocainômo”. Ele também recorreu à Justiça contra Lindbergh e Soraya por declarações relacionadas ao episódio.

Depois da divulgação do boletim de ocorrência sobre a possível fabricação da denúncia, Soraya informou, por meio de sua assessoria, que não voltaria a comentar o assunto.

Nikolas defende escolha de Gaspar

Flávio Bolsonaro segura a mão de Alfredo Gaspar durante anúncio da formação da chapa presidencial| Foto: Mateus Bonomi/Anadolu/Reuters

Apesar de concentrar parte da declaração na controvérsia, Nikolas avaliou positivamente a entrada do ex-promotor na chapa de Flávio. Gaspar foi anunciado como candidato a vice-presidente em 5 de agosto, depois de ganhar projeção nacional principalmente por sua atuação como relator da CPMI do INSS.

“Acredito, sim, que Alfredo Gaspar é um cara que contribui para a chapa”, ressaltou. “Tem uma atuação importante na segurança pública e fez um excelente trabalho, inclusive em seu Estado, enquanto secretário de Segurança Pública. Teve um trabalho essencial na CPMI do INSS, combatendo e indiciando pessoas envolvidas no roubo aos aposentados. Então, acho que é, sim, um nome forte.”

Nikolas encerrou a declaração projetando a campanha presidencial, que entra oficialmente na fase de propaganda eleitoral a partir de 16 de agosto: “Ninguém aguenta mais quatro anos de Lula”. “A gente vai dar toda a força possível. Estou extremamente animado.”

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