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Mulher do primeiro-ministro da Espanha será julgada por suspeita de corrupção

Mulher do primeiro-ministro da Espanha será julgada por suspeita de corrupção

Brasil Estado | 16/07/2026 às 15:00 | há 2 meses | 2 min de leitura

Begoña Gómez, mulher do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, será julgada por suposto tráfico de influência e peculato, segundo determinação da Justiça desta quinta-feira, 16. A decisão é da Audiência Provincial de Madri, que acatou parcialmente o recurso da defesa e manteve duas das quatro acusações contra a primeira-dama, crimes de corrupção nos negócios e apropriação indevida foram arquivados.

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A defesa de Gómez recorreu ao Tribunal Superior de Madri pedindo o arquivamento total do caso, assim como os promotores públicos. O gabinete de Sánchez reagiu em comunicado, afirmando que Gómez é inocente. O governo classificou o processo como "causa política" originada de "denúncia falsa", e o PSOE falou em "caça política obscena".

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Além de confirmar o júri, a Audiência Provincial revogou as restrições que o juiz Juan Carlos Peinado havia imposto a Gómez. Ela recuperou o passaporte e pode deixar o país. Peinado havia determinado as medidas sob alegação de risco de fuga. A primeira-dama não precisará mais comparecer ao tribunal a cada 15 dias, mas segue à disposição da Justiça.

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O caso começou em abril de 2024 com uma denúncia de grupos conservadores. A investigação sinaliza que Gómez teria usado sua posição para obter vantagens, especialmente na criação e direção de uma cátedra na Universidade Complutense de Madri. O juiz afirma que a cátedra "disparou seus rendimentos". Para o tribunal, até a "só relação de parentesco por vínculo matrimonial com a mais alta autoridade do governo da Nação" já pode configurar tráfico de influência.

Oposição critica Sánchez e pede renúncia

A decisão provocou reações da oposição. O Partido Popular afirmou que "a Justiça funciona, mal que pese a Pedro Sánchez", e, junto com o Vox, acusa o governo de corrupção sistêmica. Os partidos exigem a renúncia do premiê e eleições antecipadas, pedido que Sánchez descarta, afirmando que cumprirá o mandato até 2027.

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