O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Justiça, na quinta-feira 20, a continuidade da prisão preventiva de Deolane Bezerra e mais cinco acusados, todos investigados por suposta participação em organização criminosa e lavagem de capitais ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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O pedido, feito pelo Gaeco de Presidente Prudente, foi encaminhado à 3ª Vara Judicial de Presidente Venceslau. O órgão alegou que os motivos que justificaram as prisões permanecem válidos, e defende a necessidade da manutenção da medida cautelar para os seis réus.
Estrutura da suposta organização e núcleos de atuação
A denúncia, aceita em 16 de junho, demonstra que o grupo teria utilizado empresas de fachada e intermediários ("laranjas") para dissimular recursos oriundos do crime organizado. As investigações detalham a divisão dos acusados em três núcleos de atuação:
- Núcleo decisório: Integrado por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior.
- Núcleo operacional: Formado por Everton de Sousa e Paloma Sanches Herbas Camacho.
- Núcleo financeiro: Composto por Deolane e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Relatórios baseados na quebra dos sigilos bancário e fiscal revelaram a movimentação de grandes quantias e operações destinadas a converter dinheiro de origem ilícita em ativos aparentemente legais, segundo o MPSP.
Atuação financeira e elementos das investigações
O Gaeco destacou que Deolane teria atuado no núcleo financeiro, ao usar contas pessoais e de empresas vinculadas a ela para ocultar e dissimular valores. Os promotores afirmaram que foi identificado um plano de reestruturação das empresas de Deolane, com transferência de ativos para fundos em Dubai.
A acusação também relaciona a operação à possível utilização de empresas de fachada para lavagem internacional de dinheiro. Ainda conforme o pedido, dinheiro em espécie e uma máquina de contagem de cédulas, apreendidos com Everton de Sousa, seriam de propriedade de Deolane, o que reforça a tese de continuidade das supostas práticas ilícitas.
Essas afirmações integram a denúncia do MPSP e ainda dependem de análise judicial e direito de defesa dos acusados. O órgão lembrou que tentativas anteriores de revogar as prisões foram negadas, inclusive habeas corpus recentemente rejeitados.
Defesa de Deolane tenta reverter prisão preventiva
O MPSP sustentou que, como não houve alteração nos fatos ou fundamentos das prisões, não existe motivo para modificar as medidas cautelares. A decisão final sobre o tema será do Judiciário.
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Deolane está presa desde 21 de maio, depois de ser detida em Alphaville, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix. Sua defesa tenta reverter a prisão preventiva, e argumenta durante a revisão legal dos 90 dias previstos em lei.
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