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MP denuncia que contadora da Lava Jato recebia R$ 70 mil do PCC

MP denuncia que contadora da Lava Jato recebia R$ 70 mil do PCC

Brasil Estado | 22/07/2026 às 20:30 | há 2 meses | 2 min de leitura

A Operação Janus, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), denuncia que Meire Bonfim da Silva Poza, contadora do doleiro Alberto Youssef na Operação Lava Jato, recebia R$ 70 mil por mês do Primeiro Comando da Capital (PCC) para fornecer sua estrutura contábil ao braço financeiro da facção. Ela é alvo de mandado de prisão preventiva, segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo publicadas nesta terça-feira, 21.

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De acordo com o MPSP, Meire integrava a rede de operadores financeiros da organização criminosa há pelo menos cinco anos. Os promotores afirmam que ela utilizava seus conhecimentos técnicos para manter a "estrutura contábil" e a "engrenagem financeira" da cúpula do PCC.

Investigação reúne mensagens e movimentações financeiras ao PCC

Segundo a Promotoria, mensagens trocadas entre Meire e Cléber Azevedo dos Santos, apontado como operador financeiro do PCC, indicam a prestação de serviços contábeis à facção e a participação da contadora em operações financeiras.

A investigação também afirma que Meire atuou em favor do advogado Amjad Ahmad, conhecido como "Amim", realizando atividades como entrega de documentos fiscais, elaboração de declarações de imposto de renda e habilitação de empresa no sistema Radar da Receita Federal, cadastro necessário para operações de comércio exterior.

O PCC é uma facção criminosa originada nos presídios de São Paulo que atua no tráfico e em outras atividades ilícitas | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Os promotores afirmam ainda que a contadora participou de operações de troca de transferências bancárias por dinheiro e citam mensagens nas quais ela solicita R$ 55 mil em espécie. O acesso às mensagens da investigada levou os promotores à conclusão de que ela recebia R$ 70 mil mensais do PCC para garantir "a disponibilização exclusiva de sua estrutura contábil" às demandas do grupo.

Conforme a investigação, Meire também é ré na Operação Bazaar, ao lado de Azevedo dos Santos, Leonardo Meirelles e outros investigados. Segundo a Promotoria, parte do grupo pratica crimes há mais de 12 anos e alguns integrantes já possuem condenações definitivas.

Leia também: “A convivência das ONGs com o crime”, reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 296 da Revista Oeste

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