Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alteraram seus perfis nas redes sociais por orientação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). A medida busca evitar questionamentos da Justiça Eleitoral durante o período de campanha.
As mudanças não seguiram um único padrão. Alguns ministros retiraram a referência ao cargo que ocupam no governo, informou o jornal Folha de S.Paulo. Outros mantiveram a identificação, mas acrescentaram que os perfis têm caráter pessoal e não representam a comunicação institucional do Executivo.
Secom orientou mudanças nos perfis dos ministros
Segundo a reportagem, a Secom recomendou que os ministros adequassem seus perfis para reduzir o risco de interpretações de que as contas estariam sendo usadas para promover ações do governo durante o período de restrições eleitorais.
Entre os ministros que removeram a referência ao cargo estão José Guimarães, das Relações Institucionais, Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Outros integrantes do primeiro escalão fizeram mudanças diferentes. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, mantiveram a identificação do cargo, mas informaram na descrição que os perfis são pessoais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também adotou essa estratégia.
O perfil do próprio secretário de comunicação do governo, Sidônio Palmeira, não tem qualquer identificação do cargo exercido ou de que é um perfil pessoal, a biografia da página está em branco.
Governo busca evitar questionamentos eleitorais
As alterações fazem parte das orientações do Palácio do Planalto para o período eleitoral. De acordo com a Folha, a iniciativa provocou reclamações entre alguns ministros, que avaliaram as recomendações como excessivamente restritivas.
Em resposta, a Casa Civil orientou os integrantes do governo a manterem agendas nos Estados, concederem entrevistas e participarem de inaugurações e entregas de obras. A recomendação é evitar referências ao presidente Lula e manifestações que possam ser interpretadas como promoção eleitoral.
As mudanças nos perfis ocorrem em meio às restrições impostas pela legislação eleitoral. As normas limitam o uso da estrutura pública e da comunicação institucional durante a campanha para preservar a igualdade entre os candidatos.
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