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Ministério Público junto ao TCU pede adiamento da proibição das bets para 31 de dezembro

Ministério Público junto ao TCU pede adiamento da proibição das bets para 31 de dezembro

Brasil Estado | 29/09/2026 às 16:15 | há 2 semanas | 3 min de leitura

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu nesta segunda-feira, 28, que a proibição das chamadas bets no Brasil fique para 31 de dezembro. O pedido, apresentado pelo subprocurador-geral Lucas Furtado, questiona o prazo definido pelo governo para retirar as plataformas do ar.

A Medida Provisória (MP) nº 1.394, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira, 25, determinou o fim da exploração, da oferta, da intermediação e da publicidade de apostas de quota fixa no país. Pela regra atual, os sites e aplicativos devem ficar indisponíveis a partir de 6 de outubro.

Furtado considera o prazo curto para a saída das empresas que receberam autorização para operar no mercado regulado e defende uma transição mais longa.

Pedido questiona prazo da proibição

A MP deu aos apostadores até 5 de outubro para retirar os valores mantidos nas plataformas. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos deverão ficar indisponíveis. As autorizações atuais serão extintas em 25 de outubro.

O Ministério Público junto ao TCU argumenta que o cronograma precisa considerar os contratos e os investimentos feitos pelas empresas autorizadas. Furtado afirma ser contrário às apostas esportivas e aos cassinos on-line, mas defende que o encerramento observe as regras estabelecidas anteriormente pelo próprio governo.

Leia também: “Associações de apostas acionam Fux contra MP que proibiu as bets no Brasil”

A representação também pede que o governo faça um levantamento das outorgas concedidas e dos valores pagos pelas empresas para obter autorização. O documento solicita ainda uma análise sobre uma possível devolução proporcional desses valores, considerando o período de funcionamento de cada operadora.

Ministério Público quer mais informações

Além do adiamento para dezembro, Furtado pediu a abertura de um processo no TCU para acompanhar o encerramento das autorizações. O subprocurador também quer que o Ministério da Fazenda apresente um relatório com os impactos econômicos da medida.

O documento menciona ainda os efeitos sobre contratos, arrecadação e empregos relacionados ao setor. Segundo o Ministério Público, essas informações devem integrar a análise sobre a forma como o governo pretende encerrar as operações.

Furtado também chamou atenção para o momento em que o governo editou a MP. Lula assinou a medida nove dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

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Na representação, ele afirma que a proximidade com a votação levanta questionamentos sobre a motivação da decisão, que poderia ter caráter técnico e regulatório ou estar relacionada à conjuntura política. Essa avaliação consta da manifestação do subprocurador, não de uma conclusão do TCU.

O governo afirma que as bets se tornaram um problema de saúde pública. A MP está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar lei de forma definitiva.

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