A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não vai participar do ato convocado por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, nesta segunda-feira, 7, que reunirá a oposição ao atual governo federal.
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A justificativa foi o fato de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não ter deliberado a tempo sobre o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os advogados haviam solicitado a autorização para que outros familiares pudessem acompanhá-lo na residência, onde está em prisão domiciliar. A ideia de Michelle era ter esta autorização e participar do ato.
Os advogados solicitaram que quatro familiares sejam autorizados a ficar na residência em ocasiões em que Michelle viajasse em campanha, como ocorreria nesta segunda-feira.
Sem resposta de Moraes, Michelle informou a interlocutores que precisa permanecer em Brasília para acompanhar o ex-presidente. Há a expectativa de que ela envie um vídeo de apoio à manifestação, que será veiculado durante o ato.
Entre os familiares incluídos na lista dos que poderiam permanecer com o ex-presidente estão os sogros de Bolsonaro, Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, e as cunhadas Geovanna Kathleen Ferreira Lima e Suyane Lanuze Ferreira Lima.
Apoio de Michelle a Mendonça
Michelle é candidata ao Senado pelo Distrito Federal e tem sido uma apoiadora do ministro André Mendonça no STF. “Em um dia muito marcante, na nossa salinha de consagração, Deus me revelou a sua entrada naquele tribunal”, escreveu a ex-primeira-dama nas redes sociais, na sexta-feira 5. “Ele abriu a minha visão, e o vi entrando com uma nuvem branca sobre a sua cabeça.”
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Mendonça é relator do processo sobre o caso do Banco Master e liberou a divulgação de mensagens que teriam sido trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes.
Nos áudios revelados, Vorcaro pede que o ministro do STF atue para bloquear investigações e para que o chefe da PGR, Paulo Gonet, e o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, barrem investigações e operações policiais. As suspeitas sobre Moraes neste caso se tornaram o mais atual mote das manifestações.
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