Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula da Silva, orientou a empresária e lobista Roberta Luchsinger a emitir uma nota fiscal para cobrar o empresário Cleber Ribas, investigado no mesmo inquérito que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência.
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Segundo o site Metrópoles, a troca de mensagens ocorreu em julho de 2023. Em um dos diálogos reproduzidos em reportagem, Lulinha teria enviado a orientação: “Emite a NF pro Cleber”. Roberta respondeu que já havia feito a emissão, recebendo em seguida uma mensagem de aprovação: “Boaaaa”.
Lulinha e os contratos com o governo
De acordo com a investigação, Cleber Ribas é proprietário da 3Structure IT, empresa sediada em Florianópolis que firmou contratos com órgãos federais no valor total de quase R$ 86 milhões. O maior deles, segundo o site, foi assinado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Supera R$ 42 milhões.
A Polícia Federal (PF) investiga ainda pagamentos feitos pela empresa de Ribas à consultoria de Roberta Luchsinger. Conforme a reportagem, a lobista recebeu ao menos R$ 150 mil por serviços de prospecção de clientes e identificação de oportunidades de negócios no setor de tecnologia. A defesa do empresário sustenta que a contratação foi regular, declarada e sem relação com contratos públicos.
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As mensagens analisadas pela PF também indicariam que Lulinha participava de reuniões e mantinha interlocução com integrantes do núcleo do governo federal. Em diálogos anteriores, Roberta afirmava atuar ao lado do filho do presidente em um “nível diferenciado”, enquanto ambos mencionavam contatos com ex-assessores e autoridades ligadas ao Palácio do Planalto.
Em nota reproduzida pelo Metrópoles, a defesa de Lulinha afirmou que não comentaria informações sigilosas divulgadas fora do contexto e questionou a legalidade do vazamento de dados da investigação. Os advogados também declararam confiar nas apurações e que vão se manifestar depois do acesso integral aos autos. A defesa da lobista disse que não comentaria o caso em razão do sigilo do inquérito.
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