O deputado federal Mario Frias (PL-SP) afirmou nesta segunda-feira, 14, ter sido vítima de um “verdadeiro assassinato de reputação” durante as investigações relacionadas ao filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Em publicação nas redes sociais, o parlamentar criticou a associação de seu nome ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele afirmou que suspeitas foram apresentadas publicamente antes da conclusão das apurações.
Fizeram contra mim um verdadeiro assassinato de reputação.
Durante meses, tentaram transformar suspeitas em sentenças e insinuações em verdades. Chegaram ao absurdo de associar meu nome ao PCC. Logo eu, que jamais tive qualquer relação com criminosos e que construí minha vida… pic.twitter.com/AoieVUKSyU
— MarioFrias 2208 (@mfriasoficial) September 14, 2026
Frias também relatou que sua família teria passado por uma situação de medo durante uma ação policial. Segundo o deputado, agentes entraram em sua residência e apontaram armas para sua sogra e para sua filha, de 15 anos. A declaração não detalha a operação nem identifica os agentes envolvidos.
Mario Frias contesta suspeitas
A manifestação ocorre depois da divulgação de documentos relacionados à investigação sobre o financiamento de Dark Horse. Na quinta-feira 10, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em quatro Estados. Frias foi um dos alvos da operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF apura se recursos de emendas parlamentares destinadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) tiveram desvio para a produção do filme. O deputado destinou R$ 2 milhões à entidade para projetos de esporte e empreendedorismo. Os investigadores também analisam transferências feitas entre empresas ligadas ao instituto e à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa.
A investigação sugere ainda que R$ 750 mil chegaram à produtora durante o período das filmagens. O órgão policial identificou coincidências entre datas e valores de transferências e ressalvou que os elementos disponíveis não permitem afirmar que esse dinheiro tenha origem direta nas emendas parlamentares.
Frias também transferiu R$ 645,4 mil de sua conta para a produtora entre novembro e dezembro de 2025. A PF questionou a compatibilidade do montante com os rendimentos do parlamentar.
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Na publicação desta segunda-feira, Frias afirmou que uma perícia teria indicado a ausência de dinheiro público no filme e que os valores seriam rastreáveis. Ele defendeu que as investigações devem priorizar fatos e provas.
O parlamentar também disse não esperar pedidos de desculpas, mas cobrou que as informações que considera verdadeiras tenham o mesmo espaço dado às acusações.
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