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Marinho afirma que não há planos de privatizar a Petrobras em eventual governo

Marinho afirma que não há planos de privatizar a Petrobras em eventual governo

Brasil Estado | 19/08/2026 às 15:15 | há 1 mês | 3 min de leitura

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que um eventual governo do candidato não tem planos para privatizar a Petrobras. 

Segundo Marinho, a companhia é “importante e estratégica” para o país, embora estatais e determinados ativos devam passar por avaliações e a política de concessões e participação privada adotada durante o governo Jair Bolsonaro (PL) seja retomada.

“A Petrobras é uma empresa importante e estratégica para o Brasil”, afirmou Marinho. “Como todas as outras empresas estatais, vai passar por uma avaliação para verificar qual é a sua eficácia. É evidente que, passados quatro anos, não privatizamos a Petrobras. Não há nenhum plano no sentido de privatizar a Petrobras.”

https://www.youtube.com/watch?v=2zXXFtaQdJA

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Apesar de afastar uma privatização integral, Marinho citou medidas adotadas durante a gestão Bolsonaro para defender a participação da iniciativa privada em ativos que não precisavam permanecer sob controle da estatal.

“No governo passado, nós, por exemplo, vendemos os poços maduros, que não estavam mais dando lucratividade à Petrobras”, disse. “Esses poços foram assumidos pela iniciativa privada e passaram a ter maior produtividade, a gerar impostos, empregos e oportunidades.”

A declaração foi dada durante evento promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília. Marinho e o candidato a vice na chapa, Alfredo Gaspar (PL-AL), representaram Flávio no encontro.

https://www.youtube.com/watch?v=Cw9pe3WvfMI

Marinho critica atuação da Petrobras sobre refinarias vendidas

Ao tratar das refinarias que passaram para a iniciativa privada na gestão Bolsonaro, Marinho acusou o governo Lula de adotar uma política que prejudicaria esses empreendimentos e poderia favorecer uma posterior recompra pela Petrobras.

“O que estamos assistindo agora, como nos casos da Bahia e do Rio Grande do Norte?”, indagou. “Estamos assistindo a um ataque e a uma tentativa de sufocação dessas refinarias para que elas possam ser revendidas à própria Petrobras. Essa situação não nos interessa.”

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Marinho também contestou a política comercial da companhia em relação às refinarias privadas.

“A Petrobras tem o monopólio da venda do petróleo, vende mais barato para as suas refinarias, vende mais caro para as refinarias que foram privatizadas e depois reclama que o preço final está diferente. Isso é uma artimanha que não pode ser permitida em um país que tem regras claras”, declarou.

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Retomada de concessões

A política para a Petrobras, segundo o coordenador, estaria inserida em uma estratégia mais ampla de recuperação das iniciativas econômicas adotadas entre 2019 e 2022. Marinho afirmou que a campanha pretende retomar concessões e outorgas e estabelecer maior previsibilidade regulatória para investimentos privados.

“A campanha tem claramente que nós vamos retomar tudo o que estava sendo feito na administração anterior”, garantiu. “O período em que Bolsonaro governou o país foi um período em que tivemos uma série de mudanças estruturais na forma como o governo funcionava.”

Ele também criticou a condução do governo Lula em relação a empresas que passaram por processos de desestatização, citando a Eletrobras: “Hoje, no Brasil, vivemos uma situação em que não há essa segurança”. “Até o passado é incerto no Brasil. O governo quer rever, por exemplo, a capitalização da Eletrobras.”

Marinho afirmou que a campanha pretende estabelecer estabilidade regulatória para investimentos de longa duração. “Um dos pontos do nosso projeto é que projetos de longa maturação tenham regras iguais no começo, durante e no final, com pelo menos 20 anos de estabilidade”, disse.

https://www.youtube.com/watch?v=iFkaEWY84uo

O post Marinho sobre Petrobras: ‘Não há nenhum plano no sentido de privatizar’ apareceu primeiro em Revista Oeste.

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