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María Corina Machado pede eleições na Venezuela até julho de 2027

María Corina Machado pede eleições na Venezuela até julho de 2027

Brasil Estado | 09/10/2026 às 17:45 | há 5 dias | 2 min de leitura

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado defendeu a realização de eleições presidenciais na Venezuela até julho de 2027. Em entrevista ao jornal britânico Financial Times publicada nesta sexta-feira, 9, ela afirmou que há “tempo mais do que suficiente” para organizar uma votação livre e justa. Machado também cobrou transparência na gestão das receitas obtidas com a venda de petróleo, atualmente supervisionadas pelos Estados Unidos.

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“O governo dos Estados Unidos e o povo venezuelano concordam que a única maneira de tornar isso sustentável e uma vitória real é transformar a Venezuela em uma democracia estável”, declarou Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.

A opositora sustenta que a Venezuela tem condições técnicas e políticas de realizar a eleição no primeiro semestre do próximo ano. A declaração ocorre em um momento de pressão internacional por uma transição democrática no país, depois da captura de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro deste ano.

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Machado manifestou apoio à proposta do senador republicano Bernie Moreno de realizar as eleições em 24 de julho de 2027. A data marca o aniversário de Simón Bolívar, libertador da Venezuela. A opositora já havia se somado à petição do senador em setembro deste ano.

Transparência no petróleo

Machado questionou o acordo de exploração de petróleo que Donald Trump e a presidente interina Delcy Rodríguez anunciaram. Segundo ela, a parceria envolve um “regime ilegítimo” e exige condução de forma a garantir “investimentos sustentados, rentabilidade e segurança no longo prazo”. A opositora defende que gestores gerenciem os recursos com transparência e os reverteram em benefício da população.

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María Corina Machado deixou a Venezuela em dezembro do ano passado para receber o Nobel da Paz em Oslo, na Noruega. Desde então, permanece escondida e enfrenta uma proibição de entrada no país. Nos últimos meses, ela tentou retornar por diferentes rotas, mas foi impedida em todas as ocasiões, segundo seu assessor sênior David Smolansky.

Em 22 de setembro, a opositora chegou três vezes à fronteira venezuelana, por terra e mar, mas teve a entrada recusada. As tentativas ocorreram enquanto Delcy Rodríguez participava da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Machado reafirmou nesta semana que pretende voltar ao país para “facilitar a transição” e “fortalecer a organização da sociedade”.

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