A Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de mais uma manifestação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira, 7. Os manifestantes também gritaram “fora, Lula” e pediram a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Antes do ato, pessoas de diferentes idades exibiram bonecos infláveis gigantes que retratavam o senador e candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, e o governador paulista e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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A primeira a discursar no trio elétrico foi a Bispa Sônia, líder da Igreja Apostólica Renascer em Cristo. A religiosa orou o Pai Nosso e declarou que o Brasil pertence ao Senhor Jesus.
Mais críticas contra Moraes
Deputada federal e candidata ao Senado pelo PL de Brasília, Bia Kicis afirmou que Bolsonaro “é um preso político”. Disse também que o Brasil precisa “de um Senado forte, que ponha ordem na casa e que coloque para correr ministros que rasgam a Constituição e perseguem colegas que estão ao lado da lei”.
Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo, disse que Flávio “está preparado para conduzir o país”. O chefe do Executivo municipal criticou o governo petista ao chamá-lo de “irresponsável”. “Mais de 80% da população está endividada por causa da atual administração”, afirmou.
O candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP), por sua vez, declarou guerra contra as organizações criminosas e afirmou que o Senado “é peça fundamental para o retorno da democracia no país”.
A escolha de Flávio para a Presidência
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto também discursou. O político paulista disse que “Flávio foi escolhido para a Presidência porque é o melhor”. “Precisamos de Flávio para colocar ordem no país”, afirmou. “Se for eleito, Jair Bolsonaro estará conosco no dia seguinte.”
O deputado goiano Gustavo Gayer (PL) exaltou o ministro André Mendonça, do STF. “Um milhão de pessoas estão dizendo que o senhor não está sozinho”, declarou. “Suas ações são respeitadas.”
Organizador do evento, o pastor Silas Malafaia citou alguns abusos de Moraes. O magistrado tirou-lhe o passaporte, o caderno de devocionais e os celulares. Além disso, o religioso criticou os encontros entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente Lula. Malafaia também citou o contrato entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci. O documento, segundo o pastor, “é uma prova da influência deste ditador”. Ele usou a palavra “ditador” para referir-se a Moraes.
O discurso de Tarcísio de Freitas foi na mesma linha. O governador paulista disse que é necessária uma resposta diante das recentes revelações que envolvem o magistrado. “Ninguém está acima da lei”, declarou. O Senado precisa agir.”
Nikolas Ferreira, deputado mineiro pelo PL, foi mais enfático. “Escuta, Moraes, vamos tirar esse sorrisinho debochado da tua cara”, disse. “Sabe por quê? Porque no ano que vem não vai ser Lula que vai indicar quatro ministros para o STF. Vai ser Flávio Bolsonaro.” O parlamentar também pediu justiça aos presos do 8 de janeiro.
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Flávio foi o último a discursar. O candidato lembrou que neste domingo, 6, fez oito anos que o pai levou uma facada durante campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais. O filho do ex-presidente disse precisar usar colete à prova de balas, porque “sabe do que a esquerda é capaz”. De acordo com Flávio, quem vota em Lula também vota em Moraes.
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