O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, elogiou soldados norte-coreanos que cometeram suicídio na frente de batalha da guerra entre Rússia e Ucrânia. A declaração ocorreu no domingo 26, em discurso oficial. Esta é a primeira vez que o regime menciona publicamente a prática da autodestruição.
Kim inaugurou um memorial em homenagem aos mortos em conflitos internacionais. A agência estatal KCNA divulgou a transcrição do discurso do ditador. No texto, Kim exalta militares que escolheram a morte para “defender a honra”. Ele chamou os mortos de “heróis” e os sobreviventes de “patriotas leais”.
Leia também: "Soldados russos são acusados de canibalismo na Ucrânia"
Em 2024, a cooperação militar entre Pyongyang e Moscou se intensificou, e os dois países assinaram um tratado de defesa. A Inteligência sul-coreana monitora o envio maciço de tropas e munições para o conflito. Em troca, a Rússia fortalece o arsenal e a estrutura militar norte-coreana.
Além das tropas, o regime de Kim prometeu enviar trabalhadores para auxiliar na reconstrução da região afetada pelos combates.
As ordens de Kim
A Coreia do Norte enviou cerca de 14 mil soldados para apoiar a Rússia. O contingente atua principalmente na região russa de Kursk desde o início da cooperação.
Segundo a BBC, agências de Inteligência e desertores sugerem que soldados norte-coreanos recebem ordens explícitas para tirar a própria vida caso corram risco de captura, prática associada à doutrina do regime, que considera a rendição um ato de traição.
Ucrânia e países ocidentais estimam 6 mil mortes entre os militares norte-coreanos. Os relatórios mostram que parte desses combatentes recorreu à autodetonação para impedir a rendição.
+Leia mais notícias de Mundo em Oeste
O post Kim Jong-un elogia suicídio de soldados norte-coreanos na Ucrânia apareceu primeiro em Revista Oeste.
Este conteúdo é originalmente de Revista Oeste. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://revistaoeste.com/mundo/kim-jong-un-elogia-suicidio-de-soldados-norte-coreanos-na-ucrania/
Fonte: Revista Oeste · Por Pâmela Zacarias