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Justiça do Rio nega recurso de Jairinho e mantém condenação pela morte de Henry Borel

Justiça do Rio nega recurso de Jairinho e mantém condenação pela morte de Henry Borel

Brasil Estado | 18/07/2026 às 11:45 | há 2 meses | 2 min de leitura

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou, na quinta-feira 16, um recurso da defesa do ex-vereador Jairo Santos Souza Júnior, conhecido como Jairinho. A defesa pedia a anulação do julgamento que o condenou à prisão pela tortura e morte do menino Henry Borel.

O recurso contestava uma decisão da 7ª Câmara Criminal do TJ-RJ, que, em maio, rejeitou o pedido para transferir o julgamento para outra cidade. A defesa alegou que a ampla repercussão do caso na imprensa poderia influenciar a imparcialidade do Conselho de Sentença.

Se o recurso fosse aceito, o júri poderia ser realizado novamente. A segunda vice-presidente do TJ-RJ, desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, porém, rejeitou o pedido. Segundo a magistrada, "a defesa não demonstrou elementos que comprovassem a ilegalidade da decisão anterior".

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O pai de Henry, Leniel Borel, é assistente de acusação ao lado do Ministério Público. Ele afirmou que a decisão confirma que não havia justificativa para retirar o julgamento da capital.

"É mais uma decisão que reconhece que não existiam elementos concretos para retirar o julgamento do seu juízo natural", disse. "A ampla repercussão do Caso Henry é consequência da gravidade do que aconteceu com uma criança de apenas 4 anos."

Jairinho recebeu condenação de mais de 43 anos de prisão

Jairinho era padrasto de Henry. Na época do crime, em março de 2021, o menino de 4 anos morava com o ex-vereador e com a mãe, Monique Medeiros.

Em junho deste ano, o Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio condenou Dr. Jairinho a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel Medeiros, ocorrida em 8 de março de 2021.

Monique Medeiros durante sessão do julgamento pelo assassinato de Henry Borel no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro | Foto: Brunno Dantas/TJ-RJ

No entanto, a mãe do menino, Monique Medeiros teve a acusação desclassificada de homicídio doloso para homicídio culposo e recebeu perdão judicial. Ela também recebeu condenação de um ano e quatro meses de prisão por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho, mas, como já havia cumprido prisão preventiva, teve a pena extinta.

Leia mais: "As três mortes de Henry Borel e a i juíza que condenou o patriarcado"

O julgamento durou 11 dias e foi o mais longo da história do Judiciário do Rio de Janeiro.

https://youtu.be/C0AyX58JNpA?si=3s2j4Vs_lnQoVYHA

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