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Justiça bloqueia R$ 1 bilhão em bens de investigados por fraude na iluminação pública de SP

Justiça bloqueia R$ 1 bilhão em bens de investigados por fraude na iluminação pública de SP

Brasil Estado | 16/08/2026 às 00:00 | há 1 mês | 2 min de leitura

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de até R$ 1,026 bilhão em bens de agentes públicos e empresas sob investigação por suspeita de fraude na licitação da iluminação pública da capital. 

A decisão atende parcialmente a um pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que estima em R$ 513,3 milhões o prejuízo causado aos cofres públicos.

Justiça aciona gestores e empresas

A medida foi determinada pelo desembargador Dimas Borelli Thomaz Júnior, da 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). 

Entre os atingidos estão o atual presidente da SP Regula, João Manoel da Costa Neto; o ex-secretário municipal Marcos Rodrigues Penido; a ex-diretora do Departamento de Iluminação Pública (Ilume) Denise Maria Ayres de Abreu; e empresas envolvidas na concessão, feita sob a gestão do PSDB.

Leia também: “Os bilhões da corrupção”, reportagem publicada na Edição 334 da Revista Oeste

Segundo a Promotoria, o processo licitatório teria sido manipulado para favorecer o consórcio formado pelas empresas FM Rodrigues e CLD Construtora, que posteriormente passaram a integrar a Ilumina SP. O consórcio concorrente Walks teria sido excluído de forma irregular, apesar de apresentar uma proposta mensal R$ 5,6 milhões mais barata.

O contrato foi firmado em 2018, com valor inicial de R$ 6,9 bilhões. A investigação também aponta que serviços relacionados à rede de semáforos foram incluídos posteriormente no contrato, sem a realização de uma nova licitação. Em 2022, um aditivo adicionou R$ 3,8 bilhões ao acordo.

Contrato foi questionado na Justiça

O TJSP já havia considerado nulo o contrato de iluminação. Segundo a investigação, decisões posteriores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram a retomada da licitação original, mas a Promotoria acusa a SP Regula de não ter cumprido integralmente essas determinações.

Apesar das suspeitas, o desembargador rejeitou o pedido para afastar João Manoel da Costa Neto da presidência da SP Regula. A Prefeitura de São Paulo e a empresa responsável pela iluminação negam irregularidades e afirmam colaborar com as investigações.

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