A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal autorizou a desinternação condicional de Adaylton Nascimento Neiva, conhecido como "Maníaco do Novo Gama". A Justiça baseou a decisão em laudos médicos e avaliações psicossociais que apontaram, segundo os profissionais da saúde, estabilidade e melhora no quadro clínico depois de mais de uma década de tratamento psiquiátrico.
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O "Maníaco do Novo Gama" cumpre medidas de segurança desde 2011. Antes disso, havia sido condenado a mais de 50 anos de prisão por uma série de crimes cometidos no Entorno do Distrito Federal, entre eles homicídios qualificados, estupros e ocultação de cadáver. Em razão de um diagnóstico psiquiátrico, a pena foi convertida em internação para tratamento.
O caso ganhou repercussão nacional pela brutalidade dos crimes. Entre eles está o assassinato da então companheira, que estava grávida, e da enteada, uma criança de cinco anos. De acordo com o processo, os corpos das duas vítimas foram encontrados enterrados no quintal da casa da família. As investigações também atribuíram ao criminoso outros homicídios e crimes sexuais praticados contra mulheres na mesma região e período.
Restrições impostas ao "Maníaco do Novo Gama"
Apesar da desinternação, Adaylton permanecerá submetido a uma série de restrições impostas pela Justiça. Ele deverá cumprir toque de recolher diário, permanecer no Distrito Federal e dar continuidade ao tratamento de saúde mental. Também está proibido de consumir bebidas alcoólicas e drogas ilícitas, além de frequentar bares, casas de jogos e prostíbulos.
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O caso do "Maníaco do Novo Gama" não é isolado. A implantação da Política Antimanicomial no Judiciário do Distrito Federal, regida pela resolução do Conselho Nacional de Justiça que determina o fim dos hospitais de custódia, já resultou na desinternação de 132 pacientes da Ala de Tratamento Psiquiátrico da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia.
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