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Justiça autoriza Caixa a buscar bens de Carla Zambelli antes de citação em cobrança de R$ 86 mil

Justiça autoriza Caixa a buscar bens de Carla Zambelli antes de citação em cobrança de R$ 86 mil

Brasil Estado | 10/09/2026 às 10:45 | há 1 mês | 2 min de leitura

A Justiça Federal do Distrito Federal autorizou, no último dia 5, a Caixa Econômica Federal a realizar pesquisas para localizar veículos e ativos financeiros em nome da deputada federal cassada Carla Zambelli, antes mesmo de sua citação em uma ação de cobrança movida pelo banco. A instituição cobra mais de R$ 86 mil referentes a contratos de cartão de crédito, crédito rotativo e empréstimo consignado.

A Oeste, Zambelli afirmou que parte dos valores cobrados pelo banco corresponde a despesas relacionadas ao mandato. Segundo ela, os gastos pessoais eram concentrados em uma conta no Itaú, enquanto o cartão da Caixa era utilizado para despesas do gabinete.

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Zambelli está na Itália e, segundo o processo, há dificuldade para localizá-la e efetivar sua citação. Em maio, a Justiça italiana determinou sua soltura e anulou o processo de extradição que poderia resultar em seu retorno ao Brasil.

A ex-deputada Carla Zambelli e seu advogado na Itália, Pieremilio Sammarco, depois de a Justiça mandar soltá-la - 22/5/2026 | Foto: Reprodução

No mesmo dia 5, foi protocolado o início dos procedimentos para identificar possíveis valores disponíveis em contas bancárias vinculadas à ex-deputada. A medida busca localizar patrimônio que possa ser utilizado para o pagamento da dívida cobrada pela Caixa.

Dívida tem relação com gastos do gabinete, diz Zambelli

“Eu tinha empréstimo consignado no meu salário. Teve meu cartão de crédito que, quando bloqueou, eu não tinha nem como pagar”, afirmou a ex-deputada.

Zambelli disse que o cartão da Caixa era usado para despesas do gabinete e que não houve reembolso de parte dos gastos. “Esse da Caixa, fora o empréstimo consignado, é de um cartão de crédito que a gente usava, em limite, para o gabinete", declarou. "Era do gabinete, gastos só do gabinete.”

Penitenciária feminina de Rebibbia, na periferia de Roma, onde Carla Zambelli ficou presa | Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo ela, há um empréstimo de aproximadamente R$ 20 mil entre os valores cobrados. O restante, afirmou, estaria relacionado às despesas do gabinete que não teriam sido reembolsadas.

“Deve ter um empréstimo aí, acho que de 20 mil, o resto é conta do gabinete que foi depois caindo e não teve reembolso”, disse.

A ex-deputada também afirmou que parte dos recursos que poderiam ser utilizados para quitar os valores foi bloqueada em uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). “Quando teve reembolso, entrou para o STF. Eles bloquearam muito dinheiro meu no STF. Eu nem sei quanto. Deve ter sido tipo uns R$ 40 mil.”

Leia também: "Carla Zambelli: 'A lei foi rasgada no Brasil'", reportagem publicada na Edição 338 da Revista Oeste

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