O jornalista Luís Pablo afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de violar o sigilo de sua fonte jornalística depois de o magistrado ordenar busca e apreensão contra seu informante no Maranhão nesta terça-feira, 11. Em nota à imprensa, o repórter classificou a medida como uma tentativa de "criminalizar o exercício da minha atividade jornalística".
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O jornalista criticou a violação do sigilo de sua fonte em publicação recente. Ele destacou que a Constituição Federal protege expressamente essa garantia.
Além disso, o repórter contestou o uso de sua vida pessoal no processo. "Fatos e relações estritamente privadas estão sendo usados para tentar me atribuir uma conduta criminosa", escreveu. Ele ressaltou que essas informações não têm vínculo com sua produção jornalística.
A operação determinada por Moraes mirou Raimundo Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão. Os investigadores apontam o suspeito como a fonte de Luís Pablo em reportagens recentes.
As matérias denunciaram o suposto uso irregular de carros oficiais. As irregularidades envolveriam o ministro Flávio Dino e seus familiares. A Polícia Federal solicitou a medida, que recebeu o aval da Procuradoria-Geral da República.
Jornalista afirma que reportagem foi comprovada, mas não foi apurada pela Justiça
Em março, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o próprio Luís Pablo depois de o jornalista publicar as reportagens. Em abril, os agentes devolveram os equipamentos recolhidos — dois celulares, um HD e um computador.
Em sua nota, o jornalista afirmou que "o fato de interesse público originalmente revelado e comprovado pela reportagem — o uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino — não foi objeto de apuração". Ele acrescentou: "Reafirmo que investigar e informar fatos de interesse público não é crime."
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Luís Pablo afirmou que "criminalizar um jornalista, violar sua fonte e devassar relações privadas em razão do exercício de sua profissão representa uma grave ameaça às garantias asseguradas à imprensa e à própria sociedade".
A defesa de Cutrim também se manifestou. Em nota enviada a Oeste, o advogado José Berilo de Freitas Leite afirmou que ainda não teve acesso à íntegra dos autos, que tramitam sob sigilo no STF, e registrou "preocupação técnica quanto à exposição de alguém na condição de fonte jornalística".
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