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Israel critica concessão de Nobel da Paz a jurista que falou de ‘genocídio’ em Gaza

Israel critica concessão de Nobel da Paz a jurista que falou de ‘genocídio’ em Gaza

Brasil Estado | 09/10/2026 às 14:00 | há 5 dias | 2 min de leitura

O governo de Israel criticou nesta sexta-feira, 9, a decisão do Comitê Norueguês do Nobel de conceder o Prêmio Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos.

A premiada presidiu uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) que acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza durante a guerra contra o grupo terrorista Hamas.

“Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e calúnias de sangue, Navi Pillay não seria apenas uma candidata", afirmou o Ministério das Relações Exteriores israelense no X. "Ela seria a favorita”.

A chancelaria também acusou o comitê de legitimar o preconceito contra Israel e mencionou Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista.

O Comitê Norueguês justificou a escolha pelos esforços de Pillay na promoção da paz e do direito internacional. Em 2025, a comissão da ONU presidida pela jurista concluiu que Israel havia cometido atos de genocídio contra palestinos em Gaza.

Pillay responsabilizou autoridades israelenses e afirmou que o país falhou em prevenir ou punir esses crimes. Israel rejeita as acusações.

Vencedora do Nobel também ironizou Trump

A medalha do prêmio Nobel da Paz | Foto: Divulgação/Geir Anders Rybakken Ørslien

Em seu primeiro pronunciamento depois do anúncio, em Nuremberg, na Alemanha, Pillay ironizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Se vocês aplaudirem um pouco mais forte, talvez eu divida o prêmio com Trump”, brincou. O republicano havia manifestado interesse na honraria.

A jurista dedicou o prêmio aos sobreviventes de crimes internacionais e aos defensores da Justiça internacional. Também alertou para os "riscos do enfraquecimento das instituições" e cobrou dos líderes políticos o cumprimento da obrigação de proteger os direitos humanos e evitar guerras.

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Pillay foi alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, juíza do Tribunal Penal Internacional e participou de investigações sobre o genocídio em Ruanda, em 1994. Foi ainda a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte da África do Sul.

O Nobel da Paz inclui uma medalha de ouro, um diploma e US$ 1,2 milhão. A entrega está marcada para 10 de dezembro, em Oslo, na Noruega.

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