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Investigações apontam suspeita sobre R$ 40 bilhões em postos de combustíveis no Rio

Investigações apontam suspeita sobre R$ 40 bilhões em postos de combustíveis no Rio

Brasil Estado | 27/07/2026 às 17:00 | há 2 meses | 2 min de leitura

Investigações da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Ministério Público colocaram sob suspeita mais de R$ 40 bilhões movimentados por redes de postos de combustíveis no Estado do Rio de Janeiro nos últimos dez meses. Segundo o jornal O Globo, nove operações apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, uso de empresas de fachada, corrupção e outros crimes.

As investigações envolvem facções criminosas, milícias, integrantes do jogo do bicho e agentes públicos. Ao todo, as operações resultaram no cumprimento de 109 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão.

Marcas do PCC em rua brasileira | Foto: Reprodução/X

Em paralelo, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) identificou irregularidades em 2,1 mil dos 2,2 mil postos de combustíveis do Estado. Desses, 1,7 mil não cumpriam a obrigação de registrar a movimentação de combustíveis e o volume de vendas. A maior parte fica na capital, com 636 postos, seguida por Campos dos Goytacazes, com 86, e São Gonçalo, com 81.

Operações investigam atuação de facções

A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto do ano passado, investigou um esquema atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvendo importações fraudulentas e a comercialização de combustíveis. A investigação também identificou a atuação do Comando Vermelho (CV) e de grupos suspeitos de perfurar oleodutos e roubar cargas de combustíveis e lubrificantes.

Leia também: "Disputa entre facções intensifica violência e deixa mortos na zona norte do Rio"

Neste mês, a sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, teve como alvo uma organização criminosa suspeita de usar mais de 80 postos na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Entre os alvos de busca e apreensão estavam o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), e o delegado da Polícia Civil e ex-secretário estadual Marcus Amim. Ambos negaram envolvimento.

https://www.youtube.com/watch?v=PCUjsf3QtJ4

O Ministério da Justiça e Segurança Pública também deve se reunir com órgãos estaduais para discutir ações de combate às organizações criminosas no âmbito do Escritório Nacional Antifacção (ENA).

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