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Hilton processa deputada por vídeo com críticas ao termo ‘pessoas que gestam’

Hilton processa deputada por vídeo com críticas ao termo ‘pessoas que gestam’

Brasil Estado | 06/10/2026 às 13:15 | há 1 semana | 2 min de leitura

Parlamentar trans, Erika Hilton (Psol-SP) entrou na Justiça Eleitoral contra a deputada eleita Julia de Castro (PL-RJ), por um vídeo com críticas ao uso da expressão “pessoas que gestam”. Oeste teve acesso ao documento em primeira mão.

Na publicação nas redes, Julia afirma que o termo promove o “apagamento da mulher” e interpela a atuação de Hilton na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

Protocolada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, no domingo 4, a ação pede a aplicação de multa.

A defesa de Hilton sustenta que Julia pagou para ampliar o alcance do vídeo e que esse impulsionamento configura propaganda eleitoral negativa irregular.

https://www.youtube.com/watch?v=6NXzaXIWEbY

Vídeo interpelado por Erika Hilton

A transcrição apresentada na ação reproduz uma fala de Hilton: “Pessoas que gestam, goste a senhora ou não, e respeite a minha fala”. Ao comentar o trecho, Julia critica a substituição da palavra “mulher” pela expressão usada.

“Essa dita presidente disse isso pra descaracterizar, de fato, o ser feminino, né, que não é mais a mulher que gesta, e sim é uma pessoa que gesta”, afirma Julia. “Isso é quase que um crime, porque você quer substituir a mulher.”

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Na sequência, Julia questiona a coerência entre o discurso de Hilton em defesa das mulheres e o uso do termo.

“Ela que se diz feminista, que se diz pra proteger as mulheres, que quer fazer uma comissão das mulheres plural, na verdade, ela tá promovendo o apagamento da mulher”, diz. “O único lugar em que a mulher é insubstituível é na maternidade.”

Julia também menciona características biológicas para defender sua compreensão do que define uma mulher. “Não é só ter cabelo longo, não é só colocar silicone, não é isso que forma uma mulher”, declara.

Pedido de multa

A defesa de Hilton apresenta como prova do impulsionamento registros da biblioteca de anúncios da Meta.

Conforme os advogados, Julia contratou a divulgação paga de uma publicação com conteúdo negativo contra a candidata.

A petição sustenta que a irregularidade decorre da contratação do impulsionamento para ampliar críticas a outra candidatura.

Além da alegação eleitoral, a defesa de Hilton classifica as declarações de Julia como discriminatórias e de “viés transfóbico”.

Leia também: "Golpe em gestação", reportagem publicada na Edição 343 da Revista Oeste

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