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Governo brasileiro rebate críticas de Trump e nega falhas no combate a facções criminosas

Governo brasileiro rebate críticas de Trump e nega falhas no combate a facções criminosas

Brasil Estado | 16/09/2026 às 23:15 | há 4 semanas | 3 min de leitura

O governo brasileiro negou, nesta quarta-feira, 16, que existam falhas no combate ao crime organizado transnacional. Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) rebateu as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à atuação do Brasil contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). “O governo brasileiro refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional”, afirmou o ministério.

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A manifestação responde a uma determinação presidencial enviada por Trump ao Congresso norte-americano na terça-feira 15, sobre o combate ao narcotráfico para o ano de 2027. No documento, o presidente dos EUA acusa o Brasil de não adotar medidas suficientes contra o PCC e o CV, classificados pelo governo norte-americano como organizações terroristas estrangeiras.

Segundo Trump, as facções transformaram o país em um centro de distribuição de cocaína para o mercado internacional e representam uma ameaça crescente à segurança internacional. Apesar das críticas, o Brasil ficou de fora da lista de 23 países que os EUA identificam como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas.

O presidente dos EUA, Donald Trump: críticas ao governo Lula | Foto: Reprodução X

Governo cita operações e cobra resposta dos EUA

Na nota, o MJSP sustenta que a posição norte-americana desconsidera os esforços do governo federal contra o crime organizado. Entre as medidas, cita a Lei Antifacção, sancionada em março, com penas mais severas para líderes de facções e mecanismos para enfraquecer suas operações. O ministério também menciona dezenas de milhares de operações realizadas por forças federais, responsáveis, segundo o governo, por bilhões de reais em prejuízos aos criminosos.

Além disso, destaca o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, com ações voltadas ao enfraquecimento financeiro das facções, ao fortalecimento do sistema prisional, à investigação de homicídios e ao combate ao tráfico de armas. O governo brasileiro afirma ainda que a manifestação dos EUA desconsidera a cooperação existente entre os dois países.

Segundo o MJSP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou pessoalmente a Washington, em maio, uma proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas, além de ampliar o compartilhamento de inteligência. “Até o momento, o país aguarda possível resposta do governo dos EUA”, informou o ministério.

Por fim, o governo brasileiro ressaltou que as críticas de Trump aparecem na parte narrativa do documento. O Brasil não integra a relação de países formalmente classificados como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas. Segundo o MJSP, a referência ao país também não corresponde à categoria de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana.

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