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Governo avalia que há pouca margem para negociar tarifas com os EUA

Governo avalia que há pouca margem para negociar tarifas com os EUA

Brasil Estado | 09/07/2026 às 15:15 | há 3 meses | 3 min de leitura

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que há pouca margem para negociar com os Estados Unidos sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros. Diante desse cenário, o petista se reuniu, nesta quinta-feira, 9, com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para discutir os desdobramentos da crise.

Segundo apuração de Oeste, o Itamaraty considera "inegociáveis" partes das exigências apresentadas por Washington. Nos bastidores, a avaliação é de que o impasse entrou em uma fase sem perspectiva de solução no curto prazo.

Interlocutores ouvidos pela reportagem afirmam que o encontro também tratou da decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, além das repercussões políticas da medida.

Lula e Mauro Vieira também discutiram as convocações do chanceler por comissões da Câmara dos Deputados e do Senado. Segundo integrantes do governo, a orientação é manter o discurso em defesa da soberania nacional diante da pressão exercida pelos Estados Unidos. Apesar de pesquisas demonstrarem apoio da maioria da população brasileira a essa medida, o governo federal é contra essa classificação.

Diplomacia relata endurecimento dos EUA

A avaliação do Itamaraty é que as negociações evoluíram ao longo do último ano. Houve avanços nas conversas com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), impulsionados pelos contatos diretos entre as equipes e pelas conversas entre Lula e Donald Trump durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em setembro do ano passado.

Desde maio, porém, o cenário mudou. Diplomatas envolvidos nas tratativas afirmam que representantes norte-americanos deixaram de apresentar argumentos técnicos consistentes e passaram a cobrar que os negociadores brasileiros deixassem o "orgulho" de lado.

https://youtu.be/zNaYPbIz3Lk?si=z0hWwyb0WPMrvsS0

Mesmo nesse contexto, a orientação do governo Lula continua sendo manter os canais de diálogo abertos, sem abandonar a mesa de negociação e sem permitir que questões ideológicas interfiram nas tratativas.

Governo diz que não houve avanço nas negociações com os EUA

Segundo integrantes do Executivo, o Brasil apresentou informações sobre temas como desmatamento e o sistema de pagamentos Pix. Mesmo assim, segundo o Planalto, os EUA não teriam oferecido contrapropostas, pedidos concretos ou alternativas para um entendimento.

O governo brasileiro também encaminhou uma proposta de solução, que segue sem resposta. No Ministério das Relações Exteriores, a avaliação é que a decisão norte-americana já esteja praticamente tomada. A percepção é que a palavra final caberá ao presidente Donald Trump, considerado imprevisível por parte do Itamaraty.

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Apesar de criticar a diplomacia norte-americana nas negociações em relação ao tarifaço, o governo Lula não enviou nenhum representante oficial para a audiência que discutiu taxas a serem aplicadas (ou não) contra o Brasil. Possível adversário do petista nas eleições gerais de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi Washington para participar do evento da USTR. O parlamentar lamentou a ausência de integrantes do Executivo. "Fiz o que Lula deveria ter feito", disse o pré-candidato à Presidência.

O post Governo vê ‘margem pequena’ para negociar tarifas com os EUA apareceu primeiro em Revista Oeste.

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