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Gilmar Mendes pede correição extraordinária nos TRFs por escândalo do Banco Master

Gilmar Mendes pede correição extraordinária nos TRFs por escândalo do Banco Master

Brasil Estado | 29/09/2026 às 09:45 | há 2 semanas | 2 min de leitura

O ministro Gilmar Mendes oficializou o pedido de devassa na Justiça Federal aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O decano enviou documentos formais a Edson Fachin e Luis Felipe Salomão nesta segunda-feira, 28, para exigir uma correição extraordinária nos Tribunais Regionais Federais (TRFs) por causa do escândalo do Banco Master.

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O magistrado pediu a paralisação imediata de todas as ordens judiciais que liberaram precatórios antes do trânsito em julgado das ações. O pedido foca na apuração de irregularidades em processos das usinas de açúcar e de cobranças de revisão do SUS no TRF-1.

Correição no TRF-1 e trava a pagamentos

Gilmar defendeu que a Corregedoria Nacional de Justiça rastreie e depure a fila de pagamentos da União em todos os tribunais regionais do país. O decano apontou que o modelo do Banco Master usava títulos inflados e decisões prévias para captar recursos no mercado financeiro.

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O ministro citou a estimativa de impacto superior a R$ 100 bilhões prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026. "O contrato de até R$ 427 milhões entre o banco e o escritório da esposa de um desembargador do TRF-1 dá a dimensão do problema", escreveu o magistrado.

Apuração criminal e cerco no mercado

O integrante do STF cobrou a convocação do Ministério Público Federal (MPF), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Conselho da Justiça Federal (CJF). O objetivo do pedido é abrir investigações disciplinares e criminais contra magistrados e advogados suspeitos de integrar o esquema.

Gilmar exigiu também a atuação do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para alterar a regulamentação do setor financeiro. O ministro reafirmou que o endereço do caso atinge corretoras na Faria Lima encarregadas de vender títulos podres a investidores.

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