A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira, 28, que a estatal pode aumentar o preço da gasolina caso o Congresso aprove projeto que reduz tributos sobre combustíveis.
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“Se o Congresso Nacional assim entender, sim [existe essa possibilidade de reajuste]. Senão, nós vamos ter que pensar de uma outra forma", afirmou Magda. "Mas eu acredito que o governo federal está empenhado e os congressistas estão empenhados em entregar valor para a sociedade. Eu acho que está todo mundo na mesma página e esse projeto vai dar certo."
A proposta permite o uso de receitas extraordinárias do petróleo para compensar a desoneração e cria espaço para reajustes ao longo da cadeia.
Magda disse que a redução de impostos como PIS/Cofins pode abrir margem para elevação de preços por produtores e importadores. Segundo ela, o aumento não necessariamente chegaria ao consumidor final.
A executiva afirmou que a Petrobras segue a tendência dos preços internacionais ao avaliar seus reajustes.
Aumento nos preços depende de decisão do Congresso
Magda afirmou que a possibilidade de mudança nos preços depende do entendimento do Congresso sobre o projeto.
Segundo ela, a aprovação da proposta pode permitir ajustes nos próximos dias. Sem aval do Legislativo, a estatal deverá adotar outra estratégia.
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O governo federal enviou o projeto ao Congresso na semana passada. Até o momento, não há decisão anunciada.
Petrobras projeta queda do petróleo ao longo do ano
A presidente da Petrobras afirmou que os efeitos da guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã devem persistir no curto prazo. Mesmo assim, a estatal projeta queda no preço do petróleo ao longo do ano, com o barril próximo de US$ 70 até o fim do período.
Magda disse que a companhia prepara seus projetos para cenários de preços mais baixos e busca manter resiliência diante das oscilações.
A executiva afirmou que a Petrobras constrói cenários para reduzir o impacto da volatilidade internacional no mercado doméstico.
Estatal mantém estratégia sem paridade formal
A Petrobras abandonou a política de paridade de importação em maio de 2023. Desde então, a empresa adota estratégia que considera o preço máximo aceito pelo cliente e o mínimo viável para a estatal.
Magda afirmou que a companhia não enfrenta pressão direta dos preços internacionais no momento.
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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo