O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira, 15, que a Segunda Turma da Corte identificou uma série de “desvios de finalidade” na atuação do diretor-geral da Polícia Federal (PF).
Fux deu a declaração durante a sessão do STF que analisa a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes ser investigado por ter relação com o escândalo do Banco Master.
Ao pedir a palavra, Fux elevou o tom ao tratar da relação entre a PF e integrantes do Supremo. “Nunca se imaginou a polícia pegar e peitar o ministro do Supremo Tribunal Federal”, disse. “E era isso que estava acontecendo, sem prejuízo de ela instrumentalizar posições.”
Por que Fux criticou a Polícia Federal
A manifestação ocorreu no contexto da crise aberta entre a PF e o ministro André Mendonça. Na semana passada, Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da corporação ao apontar irregularidades na atuação da Polícia Federal e o uso da estrutura do órgão contra ministros do STF.
O afastamento foi submetido à Segunda Turma, que chegou a formar maioria para manter a decisão de Mendonça. Fux integrou essa maioria. O julgamento, contudo, não foi concluído depois de um pedido de vista de Gilmar Mendes.
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Posteriormente, Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo. A sucessão de decisões aprofundou a divergência dentro do Supremo sobre a atuação da PF e levou o presidente da Corte, Edson Fachin, a levar a controvérsia ao plenário.
Foi a esse histórico que Fux se referiu nesta terça-feira ao afirmar que a Segunda Turma havia constatado “desvios de finalidade” na atuação do diretor-geral da PF.
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